poesia

Arte de amar

22:01

"Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não."

Já dizia Manuel Bandeira.

"Rolex" Prolixo.

20:41

O que significa? Eu tento, tento mesmo, entender a mente de cada ser humano. Mas Dado Dolabella não é um de nós, na minha percepção. Já não aguento mais a bosta da música que ele resolveu divulgar no reality show da Record, chamada "Rolex". Tem um ritmo legalzinho, daqueles que se tocar todo mundo curte, com sorriso de ponta a ponta, apenas pelo fato de estar feliz, mas não porque a música é realmente boa. Imagino que em um dia de muita exaltação de espírito (se é que me entendem) o "músico" escreveu a letra e achou o máximo, com uma melodia relax, fez um som lelesk. Mas que merda de letra. Se alguém entender o sentido poético e filosófico (com base em sócrate sou sófocles), por favor, compartilhe!

"A lua nós conta histórias pra dormir
E os coroinhas no altar não tem o que pedir
Os bichos de par em par ensaiam quadrilha
Até o saci e uma velhinha brincam juntos de amarelinha
Porque ninguém lá tem uma idade
As pessoas só nascem, todos nascem e só nascem...
Duendes e fadas organizam um baile
Não existe cansaço e dormem só pelo prazer de sonhar"

Não dá nem para dizer o que eu não entendi. A letra começa do nada rumo a lugar nenhum. Realmente, ele estava em outro mundo.

O refrão é meu martírio. Observem:

"Papai quero fazer um sol no seu grande Rolex
Pra poder ver o dia mais claro, relax"

E essa porcaria repete umas cinquenta vezes (hiperbolicamente, falando, claro). É um saco...

Não tenho nem palavras. Quando tiver mais criatividade, essa letra será o alvo das minhas análises.

Abraços e só.

Mezzo jornalista, mezzo poeta. Minha vida é um (des)equilíbrio entre Beyoncé, Big Brother Brasil, Damien Rice, Maria Rita, feminismo, Leminski, Alan Moore e George Orwell. Isabella Mariano, 25 anos, Vitória, Espírito Santo.