Passaram-se dois anos e aconteceu o que eu temia. Eu me dôo e dói, por ti e até mesmo, para ti. Pra que é que fostes pra lá sem me avisar? Teu sermão de macho não me faz uma fêmea mansa. Teu amor aos pedaços e migalhas não me fez uma mulher satisfeita. O que me traz de volta a ti é o amor que não se esgotou. A saudade de me rasgar de vontade de ti. E de ver tu te rasgando de vontade de mim. Ouvindo aquela velha canção que falava sobre nós, sobre vós... Quem quer que fosse, o sentimento nos pertencia. Viciei em ti, meu amor. Viciei, principalmente, naquele jeito como me chamavas e nas tuas poesia velhas e chatas que falavam sobre bobagens. Dizias assim, quando chovia: "- Minha pequena, deita-te aqui no meu colo. Vamos nos completar". Eu ainda te amo.
É difícil e quase que impossível (diga-me que consegue) desprender-se do passado. São tantas lembranças, detalhes, decepções e conquistas que nos fizeram crescer como pessoa. Coisas que acompanham nossa infância, adolescência, velhice (enfim) e que nos marcam. Programas televisivos, músicas, bandas de rock'n'roll ou daquelas famosas que todos curtem. Uma dessas foi a dupla Sandy & Junior que me marcou muito. Não digo como se tivesse trinta anos de idade, mas pelo tempo que durou, foi intenso. E todas as músicas eu tinha a capacidade de encaixar no momento adequado. Tô com preguiça de terminar o texto. Só sei que já sentia falta da dupla, porque nunca eles voltariam a ser o que foram para mim quando menor, nem se estivessem juntos ainda. Mas enfim, fará falta de qualquer forma.
