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Às vezes, tenho a sensação de que posso ser feliz para sempre. Não sei quanto tempo dura a sensação, mas é o suficiente para eu poder me lembrar dela nos dias maus. Nos dias quando a insatisfação me inunda. Ela me engole de maneira tão brutal que, por instinto, busco desesperadamente o escape. E, como num tropeço, encontro a memória. A imagem é tão próxima ao real que me confunde. E, então, posso ser feliz como que para sempre, de novo.

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Mezzo jornalista, mezzo poeta. Minha vida é um (des)equilíbrio entre Beyoncé, Big Brother Brasil, Damien Rice, Maria Rita, feminismo, Leminski, Alan Moore e George Orwell. Isabella Mariano, 25 anos, Vitória, Espírito Santo.