vida

A excêntrica simplicidade de ser humano

23:30

(Perdome-me a insensatez. Fiquei um tempo - um longo tempo - sem escrever, não tenho motivos que nãos ejam desculpa por preguiça e cansaço)



E virando-se para ele pensou em dizer-lhe tantas palavras pérfidas, desleais e cruéis. E sentiu-se tão contrariada apenas por pensar em fazê-lo. Viu-se diante a um erro indesculpável que teria sido capaz de fazer. E pode então naqueles segundos compreendertodo o contexto das relações humanas, aliviar todas as dores e benefícios que as duvidas lhe causaram. Viu-se abilitada a compreender o porque seu pai fugiu, entender o porquê do tapa de sábado passado. Soube naquele instante a razão das lágrimas inadequadas de sua mãe frente à televisão, e das risadas inconvenientes ao passar pelas ruas gigantescas de São Paulo. Entendeu todo estorvo de uma relação igual e despertou o sentimento de aceitação para as brigas de casais que se amam. Foi dominada pela sensação de descoberta, como de uma criança ao descobrir o poder da fala, mas para completar sua antítese, sentiu-se comprimida em uma cabeça de alfinete por sentir-se tão errada quanto ao que condenava. Aquele sentimento de culpa, viu-se disposta a perdoar toda iniquidade presente na vida dos seus amados, mas para a finalidade de tudo, heis a trsiteza. Recostou seus coração ao dele, sentindo-se tão errado quanto qualquer erro que ele tenha cometido. Porque ela entendeu. Passou a saber que não veio de Marte. Viu que somos humanos.

Deus

Um pouco mais de fé

21:37

A única coisa que quero dizer hoje, o único sentimento que quero expressar aqui hoje... É meu amor por Deus e Jesus Cristo. Porque Deus me deu Seu primogênito, coisa que ninguém teria coragem, para me libertar, fê-lo derramar Seu sangue por mim. E Jesus por ter sofrido aquilo tudo, por mim... Um ser humano com defeitos e lotado de pecados e imperfeições. E meu amor é tão imensurável que me assusta e me eleva, é um extase total. Obrigada por tudo, meu Senhor. E perdoa-me por desobedecer-te. Não espere seu mundo cair, pra ver que precisa Dele.

"Eu sou o Caminho, a VERDADE, e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim". João 14:6


(Não preciso de comentários Ateu, se não acredita, apenas expresse sua alegria pela minha)

vida

Boas Relações

00:23

Ando bem ocupada. Ocupo-me com responsabilidades escolares, livros e o ócio, a farra. E quando sobra um tempo disso tudo (tempo e criatividade) eu venho escrever aqui. Porque eu gosto de me expressar aqui, e também porque tem blogs transbordando literatura (santa ignorância).

Ainda hoje eu passei a tarde na residência de uma amiga, e fui com o objetivo de dar continuidade ao planejamento do trabalho (admito que não havia planejamento nenhum :P), e acabou que em plena sexta-feira nenhuma de nós tivemos paciência para ler e discutir Karl Marx (por mais interessante que seja) e sua filosofia (economia, política e bla bla bla). Passamos o dia inteiro (porque fui em casa só para almoçar e logo apareci na casa da Bárbara) fofocando, falando bem e mal, entrando em orkuts, contando segredos e zoando uma a outra (o que não para um segundo se quer!).

Mas sempre (sempre!) rola um "stress", uma rixa, briga, desavença, discussão, irritação (enfim) entre nós, adolescentes complicadas e faladeiras e que, dependendo de alguma coisa(?), nós podemos estar blaster irritadas, ou hiper calminhas. Eu, por exemplo, tive um ataque de nervosismo hoje, Camila também. Laís também. Já ontem, foi Camila. E eu, de choradeira. Mas daí quando eu paro pra pensar, vejo que são essas coisinhas mínimas, irritantes e (extremamente) chatas que nos tornam cada vez mais amigas. Todas as brigas, murmurações, medos, todos os "cala a boca", todos os "gelos", todas as coisas mais irritantes que cada uma têm e que temos que aguentar todo o santo dia... É isso que nos torna unidas. Essa capacidade de perdoar sem mesmo ter que haver o pedido, a capacidade de entender o dia ruim (ou não) da outra. A capacidade de fazer feliz quando uma chora, e dividir a felicidade. O desejo de querer conhecer a outra, e conhecendo tão bem, ter essa intimidade de poder "ser chata" por saber que posso, porque somos amigas (não há outra explicação). E por mais que saibamos que não será eterno (quem sabe?), nós temos a consciência de que será sincero enquanto dure. Que haverá de existir amizade na pior das condições, que por mais que falemos que pode ser que sim, é claro que não haverá um fim por brigas, mas sim pelo tempo e necessidade.

São nesses momentos que eu tenho a absoluta certeza de que... Garoooootas, vocês são especiais!
(E até os homens mais frios, cultos, e sensatos deste mundo tiveram seus amigos preferidos, suas amizades especiais - idependente de como eles encaravam isso, eram amizades)

(ps: Ficamos imaginando-nos adultas, juntas ou não. E me emociona de verdade! :D)

amor

O Cravo e a Rosa

21:41

(Absorvam, engulam, bebam todo o esforço lírico de uma adolescente ignorante)

E disse o Cravo à Rosa:
- Como poderei eu sentir a ezuberância do teu amor, se quando tento tocar-te apenas espinhos me recebem?
A Rosa por sua vez disse-lhe:
- Oh meu amor, por ti perderia meus espinhos e ficaria vulnerável aos ataques destas feras místicas. Por ti perderia as pétalas do meu híbrido para não atrair nenhum cravo além de ti. Por ti, oh dono de toda proeminência amorosa, delataria todo o jardim e que seja esse o nosso casulo.
- Então será porque, meu vício, que nesta terra és minha afrodite e meu dolo?
Dando-lhe um suspiro, disse-lhe a Rosa:
- És tolo. Meu amor por ti provém dos ares, e chega à ti por essa corrente de palavras e gestos sutis. E sendo assim sabes que não será necessário tocar-me as pétalas, pois sente a minha poesia pura dos lábios inocentes de um coração apaixonado. Sabes que nossa paixão supera os dons celestiais e que estando aqui ou ausente serei eternamente tua.
E dizendo-lhe essas palavras, roçaram-se os espinhos e adormeceram no prazer da dor da ferida de um eterno amor impossível.

(ps: Direitos autorais, hein!)

música

S&J

21:21

É difícil e quase que impossível (diga-me que consegue) desprender-se do passado. São tantas lembranças, detalhes, decepções e conquistas que nos fizeram crescer como pessoa. Coisas que acompanham nossa infância, adolescência, velhice (enfim) e que nos marcam. Programas televisivos, músicas, bandas de rock'n'roll ou daquelas famosas que todos curtem. Uma dessas foi a dupla Sandy & Junior que me marcou muito. Não digo como se tivesse trinta anos de idade, mas pelo tempo que durou, foi intenso. E todas as músicas eu tinha a capacidade de encaixar no momento adequado. Tô com preguiça de terminar o texto. Só sei que já sentia falta da dupla, porque nunca eles voltariam a ser o que foram para mim quando menor, nem se estivessem juntos ainda. Mas enfim, fará falta de qualquer forma.

amor

Romançado

00:57

(Conseguir achar o texto perdido, mas para não disperdiçar o que eu fiz para substituí-lo - por mais "merda" que tenha ficado - fiz outro post)


Tudo o que envolve sentimentos nos interessa. Seja raiva ou amor, medo ou alegria. Mas, principalmente, quando ousamos falar e/ou inclusive definir o que é o amor. E daí surge aquela baboseria de drama, lágrimas e murmurações sobre o amor. Mas eu já joguei fora essa idéia de que "o amor me causou essa dor" e bla bla bla. Acontece que tal sentimento veio para a Terra por pura inôcencia com o desejo de promover o bem. É um conjunto de "tudo o que há de bom" somado a toda nossa capacidade de ser humano. E talvez, penso eu, que por ser tão bom parece impossível, e por isso acabamos estragando tudo o que poderia ter sido belo baseado no amor. Todas as risadas que poderiam ter sido dadas. Não falo de amor físico, apenas. Nem de amor apaixonado, só. Abordo a teoria geral do amor, aquela que desde a descoberta do senso existe a busca para a resposta sobre o que é amor. E cada pessoa apoia um ideal, e aí depende se o seu copo está metade cheio, ou metade vazio... Para uns o amor é a poesia mais puxa e enxuta que há de existir, para outros é o ato de sorrir e desejar de todo o coração um bom dia. Essa segunda vale mais a pena investir, garanto. Porque nós fomos presenteados (ou não) com o dom de complicar as coisas. Insistimos em achar complicado e dramatizar toda e qualquer simplicidade que Deus fez existir. Amar é isso. É sorrir e gostar, é dar um abraço e saber que há um coração que pulsa no outro que o recebe. É querer descobrir. Entender e explicar. É dar bom dia e querer que realmente isso seja fato. É fazer e não esperar nada em troca, afinal, meus amigos, se é por amor haverá de receber. É tomar um sorvete no auge do verão e sentir na pele aquela primeira chuva do ano. É uma conquista a mais, ou um fracasso que é transformado em oportunidade.

Por mais que isso esteja se assimilando a um comercial clichê, não ignore. Eu costumava negligenciar o clichê, porque é chato demais, salvo raras exceções. Mas até que um dia me disseram que se os clichês existem, é porque são verdadeiros (e necessários). E eu penso muito nisso quando quero escrever, porque ser clichê demais parece tão ignorante. E talvez seja mesmo, mas para mim o que importa é praticar o que diz. Hipocrisia não dá certo, rapaz. Não em relação aos outros, porque somos inocentes(haha) e caimos em muitas ladainhas, mas digo para si mesmo. Porque homem bom que é homem bom de verdade jamais quererá morrer sabendo que mentiu para si próprio durante toda a sua existência como ser humano. E como "dizem por aí" que o maior amor é o amor-próprio (acho que não preciso completar) ...

rotina

Vou te contar, hein!

23:14


Bom, eu tinha escrito um texto maravilhoso (hiperbato devido a indignação) sobre amor e essas coisas e simplesmente o computador o fez subliminar. Se eu conseguir vou resumir tudo o que gostaria de falar, mas estou tão irritada que amor é a última coisa que me vem a cabeça. Acho que vou falar de política. Não, melhor não. Porque o resultado seria um computador espatifado no chão. Garanto que a melhor terapia numa situação dessas é pensar que "não queria mesmo", e me contradigo dizendo isso porque esse negoço de que "tudo é piscicológico" me irrita. Porque para mim há vontades provenientes do desejo físico, e que, colocadas em uma outra situação, podem ser piscicológicas. Como por exemplo, não durmo por dias, logo bocejarei por sentir sono. Ou vejo alguém bocejar e bocejo também, mesmo sem sono.

Mas com um apoio talvez funcione, como agora. Estou satisfeita de tão ter escrito um clichê, por mais que eu tenha explicado o porquê de tê-lo usado. Acho que não faria diferença para quem lesse, porque amor não é como uma verdade única. Varia de pessoa a pessoa.

Olha, se eu não gostasse realmente de escrever, eu não teria paciencia (qualidade que mais me falta) para escrever outro texto. "Vou te contar, uma coisa dessas só acontece comigo". Adoro usar essa frase, mesmo quando o acontecimento não tem um pingo de irritante. É uma mania. Já reparou como temos manias esquisitas? Como por exemplo: sempre antes de durmir checar algo, ou só tomar banho depois de escovar os dentes. São manias, que viram hábitos e às vezes princípios. E tudo o que interfere nos nossos princípios tem o mínimo de seriedade. Há pessoas que têm mania de achar que sabem de tudo, o que me irrita muito e me dá boas risadas também. Já eu não suportodeixar algo inacabado, mas tenho que fazer minah escolha. Por isso deixo esse texto incabado para vocês, e dou uma justificativa esfarrapada dizendo que "para bom entendedor meia palavra basta. Pois tenho que terminar umas tarefas para amanhã. E ainda por cima minhas palpebras estão pesadas!

(Ficou uma merda, não precisa nem dizer)

crônica

Crônicas e poesias.

01:56


Dizem que para o que não conseguimos explicar apelamos para o mito e ainda o transformamos em verdade incontestável. Tentei lembrar de algum mito escondido na memória para poder explicar o meu estado de espírito quando eu entro em nostalgia. Mas não é uma nostalgia comum, sinto falta de algo que só tive pela metade. Que, na verdade, só tive por algumas horas e criei um romance inteiro nisso. Como em um filme ao qual assisti "Antes do pôr-do-Sol (Before Sunset)". De cara eu não gostei do filme, mas sabia que iria gostar, porque é extremamente real e isso me agrada. Então eu entendi que sou anormal no padrão, mas normal na realidade. Porque a minha capacidade de criar romances com pessoas que tive por uma noite é imensa e eu guardo meu conjunto de poesias e escrevo a minha crônica para poder, depois, compará-la aos mínimos detalhes fisícos e piscicológicos do coadjuvante quando o encontro deitado em uma esqueina, ou rindo na fila do pão. E a nostalgia dura o resto da noite e ainda me faz acreditar que minha crônica aconteceu ontem.

Sinceramente, algumas emoções deveriam ser contidas.

Isabella Mariano

Blog com conteúdo autoral da escritora Isabella Mariano.

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