nota

05:38

Seis dias era o tempo da aposta. Ele conseguiu. De repente, um rapaz, bonito, cai.

Eis o céu e o inferno. Ou o bem e o mal, tanto faz...

poema

03:53

Era um círculo fechado para sempre.
Mexia um pouco e achava uma valvula de escape.
Fecha rápido que entrou tudo aqui dentro.
"Meu Deus!"
Era a sua mão que regia o mundo
Tudo mudava, porque queria brincar
Mudou o lugar do mais e do menos
Depois do recreio, quantos anos eu tinha?
Ih, negativo!

poema

A viagem

01:56

A tua desgraça
Desceu pelo ralo
Lembrou-se contente
Da semente, da linhaça
Que comia calado
E pelo ralo viajava
Cheio de agrado
Quando as calças arriava
E desgraçava o ralo!

Esqueceu-se da dor
Do ralo, do calado
Foi para o canavial
Viu um roedor
Pensou: "Coitado!"
Não lhe queria mal
Mas iria para o ralo.

conto

Carlos "Velho" Dias

00:14

E dizia, como se não bastasse, toda aquela droga. Lia e relia seus capítulos de letras. Vomitava seu latim (ficava tudo muito sujo). Até tatuava sua confusão de palavras naqueles papéis intocáveis. Eu achava aquilo tudo uma bobagem. Aos sessenta anos o que um velho há de escrever? Suas histórias vividas? Era velharia. Mil e oitocessentos não valiam nada em mil e novecessentos. E se me perguntasse, dizia mesmo, sem vergonha e sem medo: Era tudo uma bobagem. Pra quem escrevia? Se pensasse que fossem ler, haveria, com toda certeza, retornado a adolescência, com seus sonhos impossíveis e planos falíveis desenhados num pedaço cru de qualquer papel amarelado por sua pena um tanto quanto esguia.

E pensou que me esqueci quando, meio que acanhado, pôs-se a chorar por não conseguir lembrar-se daquela... Aquela. A palavra que havia fugido. Ela que foi esperta, mais do que eu. Fez suas malas e foi embora sem esperar que ele fosse atrás. Mas não a achou e chorou, chorou, chorou. Como se ela (a palavra) fosse ouvir os prantos e lamúrias de um velho escritor.

Era careca, resmungão e pobre. O que me fazia ainda estar ali? Bom, garanto que ele me pagava. Não sei como, mas pagava. Mas agora, posso até dizer que estava ali para querer saber o fim dessa loucura que o tomou. Queria mesmo saber se publicariam a terrível reminiscência desse velho esquecido. Algumas palavras me permitia ler. "Absurdo", "jovem", "linda"... Um clássico. Só não li o que mais queria: o fim. E, se bem que, por orgulho, não quis saber.

Aconteceu que um dia, quando menos esperava, o velho foi atacado por uma doença incurável. Essa palavra foi para amedrontar, mas era certo que lhe restava pouco tempo de "vida". Eu aclamei aos céus. Esse homem já havia vivido e sofrido o bastante. Era hora de despedir-se da vida e do povo que lhe conheceu e das coisas que atreveu-se a fazer, inclusive daquele livro estúpido.

Por sua pobreza invejável, negou-se a pagar uma enfermeira que fosse. Eu era quem fazia esse papel. "Amélia!" Gritava, fanho. "O velho aqui tá doente e dói". Ele tentava fazer com todo esse drama virasse poesia. Mas eu sabia que ele iria - ai, não consigo nem dizer - morrer.

Certa vez, quando ia servir-lhe um prato de sopa, vi que escrevia uma carta que não era breve. Tratei de esconder-me bem rápido e esperei que terminasse. Se fosse pra mim, pelo menos, não o fiz pensar duas vezes. Assim que passou uns minutos entrei com sua sopa já fria. Ele, como sempre, reclamou. "Velho rabugento!".

Três messes se passaram naquela confusão e, finalmente, o velho teve um treco e... Carlos "Velho" Dias morreu em vinte e dois de abril de mil novessentos e trinta. Foi quando eu me vi sem saber para onde ir. Decidi, primeiro, antes de voltar à roça da mãe, certificar-me de que o velho escreveu um testamento. Era pobre, mas tinha aquela casa e um livro, do qual não me esquecia um segundo.

E veio o tenente, o xerife, o doutor, o alfaite e até o presidente de uma associação qualquer... O testamento estava com Adelaide. "A carta!" pensei. A velha, quando moça, havia sido um grande amor do falecido. Não sei por quais razões o velho decidiu lhe mandar o testamento. Constava que a casa era minha, mas o livro era de Adelaide. Tentei contestar e disse que livro não era bem para que se deixasse de herança. Mas disseram-me "Desejo do morto é desejo do morto". Eu que já nem ligava se aquela pequena casa era minha, fiz logo um café preto e começei a pensar como iria colocar as mãos no livro, que nem ao menos sabia se havia sido concluído. E tive uma brilhante idéia: Iria falar com a velha Adelaide.

Alguns meses se passaram e tornamo-nos amigas. Amélia e Adelaide, uma dupla ótima. Ela me visitava e eu iria vê-la sempre. Ela era mais rica, então quando eu passava necessidade, Adelaide me mantinha bem. Uma dessas tardes de domingo, enquanto tomávamos chá em minha casa, disse a Adelaide que andava me sentindo mal e achava que iria adoecer. Ela, exagerada que era, exacerbou-se, por medo. "Que doença o que! A culpa foi tua, mulher, de ir comer na cozinha do Dorgival".

Por mais que Adelaide não quisesse admitir, eu estava doente e muito. Será que a maldita passou do velho falecido para mim? Deus me livre e guarde! A cama me esquentava e os olhos tristonhos e solitário de Adelaide me faziam adoecer mais. Ah, se ela soubesse, sorriria um pouco mais. O médico que chamou era amigo de Dorgival. Eu insisti que não havia necessidade de gastar comigo. Que ironia.

Era abril, de novo, e eu já não saía da cama. Adelaide, não sei por quê, adoeceu. E foi grave. Em menos de um mês tossia e o médico dizia que iria morrer. Já estava me acotumando com esse negócio.

Numa manhã chuvosa, Adelaide, com a pouca voz que ainda restou, disse-me "cama-a-cama" que o livro era, na verdade, para ser meu e que o velho só queria que tornássemos amigas. "Ele estava certo. Ele sabia que você o queria, apesar de tanto o cruscificar. Talvez o livro tenha sido escrito para ninguém ler. Mas nós lemos, mulher. Nós leremos." Ela disse assim, tossiu e durmiu. Durmiu pra sempre.

Chorei dias, semanas, meses. Contei quase um ano. Não sei se chorava pela perda ou pela consciência que tornou-se pesada desde as últimas palavras da velha falecida. Se eu tinha decidido ser íntima de Adelaide por interesse, já não era culpa minha se isso tudo fora previsto antes por um velho sábio. A minha doença nem ao menos era real. Fui má como uma rapoza e muito rápida. Suguei todo empenho da velha para sobreviver e conseguir o que mais queria: o livro. E se foi a minha falsa doença que a fez adoecer? Ela queria morrer antes de mim. Não suportaria a dor de ver sua quase-filha morrer. Senti-me a mais cruel das criaturas e suja... Muito suja. Eu poderia até gritar de tanta vergonha que senti.

Mas, como disse, quase um ano foi suficiente para recuperar-me. Costumava ser forte e queria ler o livro depressa, antes que essa "epidemia" de morte me pegasse. Li o livro em uma semana ou menos. E senti a consciência pesando de novo. Em pensar que fiz tudo o que fiz só para ler "isso".

O livro falava sobre Pernambuco e sobre as poesias do velho. E sobre suas profecias que se cumpriram na minha vida, inclusive, a morte de Adelaide. Confesso que senti um calafrio quando li essas tragédias que, realmente, aconteceram.

Só para finalizar o capítulo desse romance estúpido que aos sessenta, me fiz escrever, o testamento, escondido na última página do livro, não dizia nada além de:

"Que
toda
a
minha
poesia
seja
pública"

Esse foi seu testamento. Seu único bem precioso: a poesia. Deixado de herança para quem mais amou: o mundo. Não me pergunte por quê Adelaide inventou aquilo tudo. Talvez ela tenha seguido os passos do que leu, ou não. Eu nem quis cair aos prantos, entendi que a vida era assim. Adelaide, mais vivida que eu, sabia de meus interesses. Mas, boa como era, me fez aprender um grande ensinamento: A vida é muito maior do que nossas ambições. Ah, Adelaide. Ah, Carlos Dias...

poema

Marília

23:54

o pingo na água
que irritava
era ela de novo
que vinha e via
seu corpo coberto
por linho raro
alta costura
olhos de ouro
cintilavam as jóias

o sopro do vento
que acalmava
era ela de novo
que olha e toca
sua arpa como um anjo
de asas curtas
de penas longas
que brilhavam
como prata; prateado

o rangir dos dentes
que enlouquecia
era ela de novo
que cresce e envaidece
a beleza luxuosa
ausência dos linhos
caros e raros
apenas os corpos
de ouro prateado
nús

nota

Mesmo que seja Natal.

15:39

Música está no ar. Música! E amor também. Porque é Natal. E eu amo isso. Mesmo que nada esteja dando certo. Ou que a coçeira esteja braba. Mesmo que tudo esteja quebrado e não tenha ceia de Natal no Natal. Deixa eu pensar que falo inglês. Que sou inglesa. Ou irlandesa. Fingir que ganhei o melhor presente do mundo. E daí? Que bom interpretar o amor e acabar por vê-lo existir. Como é fácil amar no Natal. Sair a meia-noite, correndo, "na neve" e de porta em porta deixando um sorriso e uns doces estranhos que só tem nos filmes americanos. O que eu gosto do Natal é a união, mesmo que ela nao venha mais eu sei que ele a faz existir, pelo menos em outras casas. E a permissão que temos de sermos o mais crianças possível. Ai, Deus, isso é tremendo! Desculpe, estou com pressa. Vou natalizar. Mesmo que seja infantil.

carta

Bilhete de amor I

04:47

Nesse momento, eu queria escrever-te mais uma carta, porém não será possível. Minha carne está fraca, cansada e precisa de conforto. Já meu espírito está cheio do Seu amor, paz e fogo e eu Te glorifico por isso. Esse foi o melhor presente de natal que o Senhor poderia ter me dado (é claro, você sempre faz o melhor). Foi um aprendizado incrível e meu espírito, repito, está saltitante de tanta algeria e paz. És meu conforto e abrigo, Pai. Eu aprendi, de novo, a confiar cegamente em Ti. Beijinhos, Papai. Amo-te.

Letra :)

19:42

I tried to dodge me
I tried to forget You
I almost killed myself
But You didn't leave

I wanted to sleep forever
And skip that stage
I said that I didn't know You
I almost die alone

But I wanna to say, now, my God (2x)

Please, still with me
Don't leave me alone
'Cause I need you now and always
I can't carry on

I wanted to sleep forever
And skip that stage
I said that I didn't know You
I almost die alone

But I wanna to say, now, my God (2x)

(Refrão)
Please, still with me
Don't leave me alone
'Cause I need you now and always
I can't carry on
You represent all my heart
You still my air, my breath, my all
You're all i need, you're everything
And I love you.

I almost closed my eyes and I looked in the wrong way.
I saw what I turn from you. I saw the complete defeat
I saw that You're a God and you saved me.

Refrão
(Isabella Mariano)

carta

Carta de amor II

02:07

Olha a hora, e eu decido parar para te escrever. Apesar de ter dado boa noite a pouco. Quero pedir desculpas, mesmo tendo me desculpado tantas vezes pela mesma razão. Eu, ainda, não acho suficiente. Me perdoe por ter esquecido de tudo o que construímos juntos e por ter sido egoísta. Tu, sempre, pensas mais em mim que em ti e eu vacilei ao esquecer dos nossos sonhos! Eu reconheço isso e aprendo.
Quero dizer, também, só para reforçar, mais uma vez, que sou deseperada por ti e pelo teu amor. Tudo isso que aconteceu foi só mais uma singular prova de que nada pode me desligar de você. Nada é muita coisa. Só é assim entre nós.
Quero que saiba, que vou esperar o seu tempo. O tempo de ralização de tudo, eu sei que há um tempo para todas as coisas. Eu estou disposta a mudar, de novo e de novo só pra te ver feliz e para poder estar contigo. Disposta a sorrir, a perdoar, a esquecer mágoas passadas, a largar tudo o que não te adora.
Os meus sonhos, sei que o Senhor irá restaurar, porque nunca desististes de mim. E isso é mais do que suficiente. Eu quero viver só pra ti. Eu creio no teu poder, sei que minha família pode mudar, sei que meus amigos podem mudar e a minha realidade, também. O meu eu muda por ti.
Tudo o que eu quero pra mim, desejo que seja o teu querer. Desejo que estejas em tudo o que faço e que te mantenhas assentado sobre o teu lugar. Não me importa quem ou o que virá, nem as tentações, nem as tribulações. Eu sou tua e nós estamos juntos, somo um. Louvo a ti pelo que és.
Eu te amo, Deus. Para sempre e de verdade.

poema

Depois da vodka...

19:38

eu quero sentir a minha mão na tua
eu quero que o meu amor me veja nua
quero seu amor agora, a toda hora, sem demora
quero estar estar contigo. nós, a sós
enquanto a lua, pura e crua, ilumina a bossa nova
porque a solidão é tão mais alegre junto a ti
e sem teu sorriso meu vazio fica inabalável
a tua gíria, chata e sem graça, me invade
me rasga, domina sem temor
teu amor me aliena
teu amor me aliena
teu amor me aliena

quando penso em ti, eu adoeço
quando estou vazia, enlouqueço
e por você, amor, eu pago o preço
pra te ter e ser tua.

humor

Dona

22:35

Para quebrar esse clima "drama" que tá o blog, tô postando algo sem graça.

"Salão de Beleza
Dona
Um espelho para sua beleza

Serviços de Cabelereiro
Manicure - Estética Facial
Massagem Modeladora
Drenagem Linfática
Limpeza de Pele
Depilação
Dia de Noiva
.
.
.
Venha conhecer nosso Sex Shop"


Não saquei a da propaganda.

carta

Cartas Coloridas I

22:00

Arco-Íris, 21 de outubro de 1998.

Querido, azul.
Te escrevo para propor algo fora do comum. Já até sei que você disse não. Mas, ah, que isso, vai! Vamos sair e esquecer o passado e o futuro. Vamos ser, como se fizesse diferença para alguém . Vamos curtir. Eu e você. Todos os nós. Vamos beber, como se ninguém proibisse. Vamos amar, como se não fosse difícil. Vamos tentar mudar o mundo, como se fosse fácil. Vamos falar mal do PSDB, como se ninguém fosse querer nos matar. Vamos comer chips todos os dias, como se não fosse fazer mal. Vamos rir muito, como se não fosse doer a barriga. Vamos chorar, como se não fosse doer os olhos. Vamos, ah, vamos! Vem comigo, cair de cabeça. Ser inconsequente. Só hoje. Porque quando eu era criança a minha inconsequência não ameaçava ninguém, nem a mim mesma. Agora que pareço estar mais crescidinha, tenho que fingir que não sou mais criança. Vamos esquecer a lei, a doutrina, os metodos e os fins. Vamos ser autênticos e espontâneos. Só por um segundo. Pra ver se é isso que nos falta. Um beijo e um cheiro.

Vermelho.

poema

Silêncio

12:10

estou doente
estou carente
de amor
sou orfã
criança
menina
uma dança
me acompanha?
vazio
sem nada
um pio!
era o pássaro
da sacada.

amor

Confissões dolorosas II

23:47

Passaram-se dois anos e aconteceu o que eu temia. Eu me dôo e dói, por ti e até mesmo, para ti. Pra que é que fostes pra lá sem me avisar? Teu sermão de macho não me faz uma fêmea mansa. Teu amor aos pedaços e migalhas não me fez uma mulher satisfeita. O que me traz de volta a ti é o amor que não se esgotou. A saudade de me rasgar de vontade de ti. E de ver tu te rasgando de vontade de mim. Ouvindo aquela velha canção que falava sobre nós, sobre vós... Quem quer que fosse, o sentimento nos pertencia. Viciei em ti, meu amor. Viciei, principalmente, naquele jeito como me chamavas e nas tuas poesia velhas e chatas que falavam sobre bobagens. Dizias assim, quando chovia: "- Minha pequena, deita-te aqui no meu colo. Vamos nos completar". Eu ainda te amo.

Deus

23:37

o que ela queria mesmo era ser a deusa de si e se servir. adoramos ser egoistas. dizem que nascemos limpos. mas acho que nascemos egoistas. por que é, mesmo, que deus tem que ser outro? porque não sabemos quem fez a perfeição do amor, ou quem fez com que saudade não tivesse tradução. ah, e não sabemos, também, quem fez tia rimar com via e ninho com vinho... mas alguem fez e nao fui eu, nem ela, nem nós. nenhum de nós. queremos ser deuses de si e de todos os mundos. mas deus é aquela peça chave. é aquele por quê um grão clonado não desenvolve como um grão normal... só porque não tem o toque da vida, de deus. é burriche, até chato não ver deus como alguem que não si mesmo. é pretenção achar que um de nós poderia não ser egoista e criar isso tudo sem se preocupar com o que fariamos depois. o rumo de tudo. que chatice, bobagens. bla bla bla. essa sua confusão teológico não tem nada a ver com o que tô dizendo. me afoguei na bebida e morri com deus ou Deus.

nota

14:21

"Chove lá fora
E aqui tá tanto frio
Me dá vontade de saber...

Aonde está você?
Me telefona
Me Chama!"
(Lobão)

poema

Generalizando

15:01

É que

todo mundo se conhece
todo mundo se gosta
todo mundo se quer

Só que

todo mundo esconde
todo mundo mente
todo mundo finge

Que

todo mundo se odeia
todo mundo é anormal
todo mundo é melhor que todo mundo

Porque

todo mundo tem medo de perder
todo mundo é orgulhoso
todo mundo é egoísta

Já que

todo mundo é igual
todo mundo é ser humano
todo mundo é todo mundo

Mesmo que

todo mundo pense diferente
todo mundo se vista estranho
todo mundo acredite em outra coisa

Mas ainda assim todo mundo diz
Que somos todos um.

Deus

O quanto você, realmente, sabe da vida para poder escolher o que é melhor?

23:51

"Sinto que essa crise está chegando ao fim", foi o que pensei há alguns minutos. E acho isso porque hoje entendi algumas coisas que não havia me tocado antes, ou melhor, hoje comecei a entender a verdadeira lição de moral dessa bagunça que eu fiz nestes ultimos meses.
Eu sei que é Deus agindo, porque no culto de hoje, oramos para Deus não deixar para segunda e começar hoje mesmo a mudança. E eram mais ou menos 23h quando uma amiga me falou umas coisas via MSN que me deixaram triste por ver que ela estava recebendo benção e eu não, pelo fato de eu estar bem distante da igreja de Cristo.
Estou refletindo até agora até onde vai a minha culpa nessa tristeza que eu andei sentindo. E, também, vi que tudo o que eu quero fazer é para me divertir e ligar o "fuck off", mas essa não é a única maneira de "ser feliz" (ou talvez essa, realmente, não seja uma), principalmente para uma menina cristã. A minha felicidade está em amar e amar, primeiramente, a Deus com toda minha alma, força e entendimento, porque eu "decidi Te obedecer por amor".
Eu tinha esquecido de quem sou para servir a Deus e, de repente, quis viver segundo às minhas escolhas. E agora, fazendo referência ao título, pergunto-me: o quanto eu sei sobre a vida para poder escolher o melhor caminho? Haha. Eu acho que é mais seguro ouvir o cara que é o senhor das leis do que eu mesma, pequeninha e pó que sou... Né?
Sabe... Eu não posso tentar entender a mente de Deus e o Seu julgamento. Vou fazer a minha parte, ainda que me doa ver certas atitudes de pastores ou igrejas. Isso não deve ser motivo para eu me emburrar com Deus. Pelo contrário, deve servir de motivação para buscar mais conhecimento e crescimento espiritual para tentar entender ou ajudar a quem precisa.
Uma amiga me disse uma vez, algo que nunca esquecerei. Ela disse que Deus, às vezes, nos faz passar por certas coisas para aprendermos a lidar com elas e ajudar, futuramente, alguém que passar pelo mesmo.

Espero que tudo melhore.
ps. Não reparem a escrita, estou meio... Sabe?! haha. Beijos.

poema

01:49

Maria Rosa
E suas dores no manto
Ou flores do campo
Tanto faz
Ou vice-versa
Já não se sabe mais

amor

Confissões dolorosas I

09:27

Espere um pouco e terá mais de mim. A plenitude só acharemos quando estivermos no céu junto a deus. Vais para o céu, seria injusto se não fossemos. Um amor tão bonito só pode ser divino. Mas que será que quero tanto de ti? E que de mim, tanta necessidade tens? A tarde absoluta com a chuva precipitada nas manhãs frias fica vazia se tuas palavras não me invadem. Palavras de amor, mansas, de ódio, fervorosas. Será que ainda pensas em mim quando escreve? Ou quando pedes um copo de uísque e ninguém atende? Era eu quem estava na casa quando a tua arrogância tentava destruir nosso amor. A flor que cresce e tu insistias em destruir. Destruiu a ti mesmo, mas eu ainda estou aqui. Eu ainda te quero. Eu posso te ajudar a sair desta profundeza... Neste abismo em que te encontras. É o fim para ti? Eu ainda tenho tanto amor para dar. Estende a mão e vê quem te espera. Vê que teu grande amor sou eu. Eu ainda te amo.

poema

Me deixe

22:48

Bela rapariga
Filha de camponês
Moça trabalhadeira
Saía com suas amigas
A festa começava
Repetia como se fosse só alegria
- Deixe eu viver a vida assim
Que eu quero é só sorrir.

poema

Fonética

22:48

Se o
Céu é
Certo,
Sereno é
Cego
Sentado, a
Ceiar na
Cela dos
Súditos
Sinceros,
Sentindo a
Sensação de
Serem mais
Sensatos que
Sabino.

prosa

Tempos difíceis.

13:02

Chovia. Não se continha. Pintava os lábios rubros. Sempre dessa mesma cor e tom. Forjava uma dor. Ia para o pátio afim de que todos a vissem. Mas olhares desconexos a surpreendiam voando de acordo com o clima. Seus seios avantajados já nem faziam efeito. Se alguém dizia alguma coisa, não era o suficiente para que se sentisse realizada. Rolava no campo da paixão como uma louca. Paixão é loucura. Anestesiada por demasiada dor inventada, chorava. Seu pranto se misturava com a água da chuva. Sentia-se bem por influenciar no ciclo, o ciclo da vida. A água que jorrava dela. Água viva de uma dor quase morta. Uma dor zumbi. Uma dor que não a pertencia e que depois de digerida, seria destinada ao espaço. Todas as suas dores, ela devolvia a atmosfera. Era seu ciclo. Tomava veneno, mas não era humana para que a destruísse. Seu deus era o amor. E somente a ele servia com prazer. Porque o amor não tem inimigos e tudo sofre. Descabelada, sorrindo, forjando um peso de qualquer bebida escura, estava ela frente ao seu antigo amigo repetindo o que ouvia nas músicas. "Ainda há um pouco de você lá em casa". Como se sofresse por isso, como se gostasse disso. Ia embora de uma hora para outra, quando bem entendesse, sabendo que não precisava de nada daquilo. Seu eterno marido é o amor. Acendeu cigarros, borrados com sua cor. Sujos com sua água. Tragava como se estivesse recolhendo toda a dor do mundo. Ela fazia isso com amor. Quando se cansasse de fazer tudo por todos, levantava da poça d'água, ajeitava o cabelo e comprava um belo bolo para levar a sua mãe. Voltava para casa, sorrindo. Todos agora a olhavam, ela parecia ser a pessoa mais feliz do mundo. E felicidade é bonito de ver. Vivia assim na sua confusão de pensamentos, na sua patologia mental. Tinha dificuldades em separar o real do ilusório. Depois de tantos anos tentando não ser iludida e fracassando, acabou se confundindo. Mas continuava feliz. Viveu assim até morrer numa cama de hospital. Todos diziam que era louca. Mas ela era mesmo feliz (ainda que a loucura fizesse parte disso). Ajudava as pessoas e só dizia palavras de carinho aos necessitados. À noite, ajoelhava e pedia perdão por ser diferente. Mas ela era. E a essência do seu ser, amigo, é sempre a mesma.

nota

ANIVERSSÁRIO DO BLOG

00:03

Não que alguém, além de mim e o blog, comemore a data, mas eu acabei deixando passar, mesmo esperando, ansiosamente, pelo o dia em que se completasse um ano com essa belezura aqui. Um lugar onde eu pude desabafar, inventar romances e estórias; Desenvolver meu lado lírico, ou não desenvolvê-lo... Um lugar meu, reservado para mim, mas que convidados podem entrar sem pedir licensa. E como presente, ele recebeu essa cara nova. Eu estava, admito, pensando em mudar o endereço, mas a alegria de tê-lo por um ano me fez mudar de idéia. Concluindo, para que eu possa durmir, parabéns blog, por aguentar minhas lamentações, desabafos e confusões como ninguém! hahaha

nota

Sete

18:57

[Roubei o joguinho da Clara]

1. Sete coisas que faço bem:
- Dramatizar;
- Ficar estressada;
- Fazer as pessoas rirem;
- Cálculos;
- Abraçar;
- Comer;
- Chorar.



2. Sete coisas que não faço e não sei fazer:
- Desenhar;
- Pintar a unha;
- Dizer eu te amo cara a cara;
- Dobraduras;
- Ficar emocionalmente estável;
- Andar de patins;
- Surfar.



3. Sete coisas que me atraem no sexo oposto:
- Cabelos enrrolados;
- Sorriso;
- Poesia;
- Compreensão;
- Romantismo;
- Tatuagens;
- Inteligência.



4. Sete coisas que não suporto no sexo oposto:
- Ignorância;
- Indecisão;
- Músculos em excesso;
- Pensamento controveso sobre a mulher;
- Não gostar de poesia;
- Ter cabeça fechada;
- Baixa estatura.



5. Sete coisas que digo com frequência:
- Tipo;
- Olá;
- Aff;
- Chuchu;
- Adiós;
- Doente!;
- Amém.



6. Sete atores/atrizes que eu gosto:
- Johnny Depp;
- Natalie Portman;
- Scarlett Johansson;
- Jude Law;
- Débora Fallabela;
- Daniel de Oliveira;
- Brad Pitt.



7. Sete atores/atrizes que eu detesto:
- Fernanda Vasconcellos;
- Paris Hilton;
- Sophie Charlotte;
- Lindsay Lohan;
- Juliana Didone;
- Mischa Barton;
- Miley Cyrus.



8. Sete filmes que eu detestei:
- Cría Cuervos;
- O Sonho de Cassandra;
- Fim dos Tempos;
- O Senhor dos Anéis;
- Star Wars;
- O Sorriso de Monalisa;
- The Cheetah Girls.



9. Sete filmes que eu adoro:
- Closer;
- Pequena Miss sunshine;
- Juno;
- Across the Universe;
- Piratas do Caribe 1, 2, 3;
- Tudo acontece em Elizabethtown;
- Batman - The Dark Knight.



10. Sete livros favoritos(que não são meus favoritos):
- Clube dos Anjos (Veríssimo)
- O Dia do Curinga (Jostein Gaarder)
- Quem tem medo de escuro? (Sidney Sheldon)
- Sentimento do mundo (Drummond)
- Os Mortos Estão no Living (Miguel Narvilla)
- Pollyana (Heleano H. Poter)
- O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)

11. Sete coisas legais nos últimos sete dias:
- Aprendi mais uma música no violão;
- Fui ao salão fazer as unhas;
- Chuveu;
- Ouvi coisas lindas de um grande amor;
- Chorei muito;
- Fui ouvir ao vivo a banda do Rodolfo Abrantes;
- Desbafei com meu professor de violão.

12. Sete constatações inúteis:
- Eu queria saber surfar;
- Eu sou uma merda;
- Eu me amo;
- Quero ir morar em Minas logo;
- Tenho que depilar;
- Estou de saco cheio desse lugar;
- Eu amo a minha mãe.

13. Sete pessoas que desafio a responder às perguntas acima:
- Todos que lerem isso (será que chega a sete?).



Deus

Ts 2.13-16

20:54

Hoje li um texto bem legal, da Bíblia. Está em primeira Tessalonicenses, capítulo 2, versículos 13 ao 16. Que logo no início fala do motivo para ainda, incessantemente, dar graças a Deus, apesar dos problemas. E o motivo foi: conhecer a palvra de Deus.
Apesar de tudo o que possa nos acontecer, nós teremos, sempre, Cristo como Senhor e Salvador. Ele é nossa alegria e nosso refúgio.
E aqueles que nos perseguem, esses terão seus destinos. :)


Só isso. Foi importante esse texto, e esse dia.

amor

"Como se fosse a primeira vez"

11:09

Olha, não sei se é porque estou num momento "preciso de alguém", num domingo, ouvindo Fruto Sagrado (Diferente dos Anjos), MAS ao ver que minha belíssima mãe está assistindo, novamente, ao filme "Como se fosse a primeira vez", eu resolvi falar dele... Olhando com "óculos cristãos".
Como a maioria sabe, a história é um romance bobo, mas não tão igual aos outros. A moça, Lucy (Drew Barrymore), tem um pequeno - ironia - problema na memória devido a um acidente e acontece que ela se esquece de tudo após durmir, quando acorda só lembra do que ocorreu até o dia do acidente.
E o rapaz, Henry (Adam Sandler), é um cara que tinha a sua vida certa (certa como a nossa, entende?), mas se encantou por Lucy que mudou seus planos... Definitivamente.
Neste filme, pude ver a síntese de uma relação amorosa, ou melhor, de um verdadeiro casamento cristão. Não é qualquer rapaz que se prontifica a arcar com todas as "despezas" das complicações da mocinha. Mas, também, não é toda moça que se compromete a descobrir toda a sua vida dia após dia.
A atitude de Henry é admirável. Após perceber que era ela mesmo quem ele queria, correu atrás. Ele poderia, facilmente, ter desistido, afinal era muito dificil e complicado. Ele conseguiria achar uma mulher bonita, saudável e com boa memória. Mas ele se apaixonou e entendeu o destino daquele sentimento.
Interpreto Lucy (re)conhecendo sua vida todas as manhãs como a questão de se apaixonar todos os dias pelo seu amigo, parceiro, companheiro, homem, marido. E é nisso que está o casamento. Na confiança que Henry criou em não ter medo de perdê-la. Ele faria tudo o que fosse preciso. A certeza de Lucy de que iria se apaixonar todas as manhãs novamente por Henry. O amor renovado por cada simples gesto. Abraços e beijos.
É por essas e outras que quando falam em casamento de maneira ruim eu já, meio acanhada, digo que acredito, sim, em uma relação duradoura e fiel. Não como uma fantasia, mas como um desafio.
Se tivermos preguiça de amar e de conquistar... É inútil esperar que dê tudo certo. (;

PS.: O nome do filme já diz tudo.

Deus

14:46

Eu poderia pedir tudo o que eu quisesse
E Tu poderias me dar tudo o que eu pedisse
Mas seria errado eu não te agradecer
Seria estranho eu ser ingrata contigo

Eu quis que o Senhor me abrisse o mar
E com um sorriso, Tu o fizeste sem hesitar
Eu pedi a Ti que me fizesse levantar
E lindo Tu és, fez minha fé me salvar

Então Deus de todas as coisas
Pai de toda a criação
Eu me machuco
Eu faço tudo
Só para dizer
Que te amo

[Liberta-me]

Escrito em Maio de 2008. O que esta entre colchetes foi adcionado hoje.

vida

Razão. Re-ação.

13:48

Olhe. Olhe de novo, olhe bem. Entenda que as suas vontades vêm de você. É sua culpa a existência delas. A inconsciência de ser - ou com. É só o céu e o inferno que agem? Você acha, mesmo, que o mundo espiritual está agindo na Terra? Ou é um reflexo?
Nós existimos. Por alguma razão que, no fundo, é o motivo para ainda desculparmos uns aos outros. É para tentar entender nossa função nesse lugar que nos amamos ou odiamos, mas sentimos. De alguma maneira você progride ou regride. Mas não fica parado. Você vem de fora, elas vêm de dentro. Você tem quantos anos?
A cada ano temos 8.760 horas para ser, não ser ou deixar de ser qualquer coisa. Isso significam 525.600 minutos! O que você faz em dois ou cinco minutos? E no final do dia, do ano, da vida dizemos não ter tido tempo para nada.
Tempo a gente tem, nem sempre as pessoas respeitam o tempo de cada indivíduo e lhe tiram a vida. Mas quando isso não ocorre, a nossa vida fica à mercê das nossas escolhas. Mas quem disse que queremos ser alguma coisa? Algumas pessoas optam por não existir. Opção nula. Isso não é possível se a sua alma ainda está no seu corpo. Temos tendência a proucurar saber por quê existimos.
Acordamos todos os dias. Os segundos vão passando em questão de horas, a cada passo vamos ocupando um espaço reservado para nossos passos, mãos. Corpo. Enquanto isso a natureza se desenvolve, cabelos e unhas crescem, bebês nascem e bebês morrem. E dizemos ser pouco tempo.
Pouco não é o tempo. Pouca é a nossa velocidade. E velocidade, essa sim depende das nossas vontades.

"Se não for pra Te adorar, para que nasci?
Se não for pra Te servir, porque eu estou aqui?
"

nota

Desabafo 4

22:26

Estou tentando, de verdade, ouvir mais a Deus do que a mim mesma. Aliás, vivo assim... Tentando cada vez mais. Até ser por completo. Mas eu sinto falta da mesma coisa sempre e tenho medo de ser um desejo só meu. Medo, não. Porque SEI que é uma vontade nossa (minha e de Deus), porém eu e minha ansiedade somos muito apessadinhas.
Fico pensando no que eu devo fazer para Deus me presentear. Mas, talvez, não deva fazer nada de extraordinário. Apenas isso. Amar Deus e viver a vida. Quanto mais penso nisso, mais devagar o tempo parece passar.
Mas Ele sabe, exatamente, o que faz. Ele tem o controle de tudo e não é máquina e nem homem para falhar. É, deve ser por isso que não pirei. hahaha (NÃO?)

Ih.

nota

"Ele é tão interessante"

00:36

Apesar de ser uma expressão comum, estamos evitando usar esse termo (ou não?). Defina esse adjetivo. Interessante. Usa-se roupas ousadas, diferentes, comuns ou exageradas. Fala-se de Nitzsche e até Felline. Che Guevara não. Porque meu amigo Che já está na "moda". E "na moda" não é nada interessante.
Interessante deve ser algo que está na moda, só porque se tornou comum, mas não porque é, realmente, uma tendência nas passarelas estrangeiras ou nacionais. É comum ouvir tal música e rir quando alguém disser que gosta de assistir novela. Não que seja algo super divertido, mas é palhaçada se colocar em patamares acima, mesmo que estejam. É palhaçada!
Como estou sem saco para continuar com esse assunto só posso desabafar que não tenho paciência para pessoas fechadas e/ou que forçam ser o que não são. NÃO TENHO P A C I Ê N C I A.

Ah, boa noite, senhores. haha

cotidiano

Livro

21:32

Por alguma razão, a Terra e/ou o Céu, fizeram-me aumentar meu interesse pela astronomia. E se por coincidência ou não, Deus me permitiu esse interesse. Assisti a um ou dois filmes sobre o assunto, o que me estimulou a querer saber mais. E o que eu quero contar, na verdade, é sobre a eficiência, ou melhor, a perfeição com que Deus age e coloca todos os detalhes em seu devido lugar. Sem nenhuma pista de que possa ter sido Ele, mas eu sei que foi.
Estava, eu, no colégio e deu o horário do intervalo. Resolvi passar na biblioteca e, de repente, pensei que deveria ler, afinal fazia um tempo que não lia um bom livro. Inclusive disse:
- Acho que vou alugar um livro. Estou precisando, né. Haha
Estava olhando crônicas. Iria alugar Veríssimo, mas decidi que precisava de algo diferente e, se possível, surpreendente. Peguei um de Fernando Sabino. Ficou na mão.
Enquanto proucurava "1984" que não havia terminado a leitura, da última vez que o aluguei, vi que ele estava ausente da biblioteca. Não sei como, encontrei-me olhando para um livro chamando "A Harmonia do Mundo" e, para confessar, não li nem a parte de trás antes de decidir que iria lê-lo.
Ao iniciar a leitura, fiquei "imóvel" (eu diria) por dentro. Seu assunto é sobre astronomia. E mais que isso: sobre religião. Parecia Deus me dizendo:
- Filhinha. Entenda que todo o conhecimento da Terra sou Eu quem permito vocês saberem, o que me entristece é a maneira como vocês o usam.
O livro além de ser bem escrito, nas páginas que já li, está em ótimo estado. Parece ultra-novo (?). Como se estivesse intacto. E me esperando. Por que razão o livro não teria sido lido? Ou não muito lido?
É nítido que as marcas de uma leitura não estavam nele. Se fosse há anos atrás, eu poderia estar com um livro proibido na mão. Tá, a minha fantasia é intensa demais para que a sua exposição possa ser compreendida sem nenhum "Que exagero!".
Então, deixo ficar subentendida ou totalmente confusa a minha alegria pelo trabalho de Deus.

Deus

Homem-que-julga

22:31

- Olha, Amélia, precisamos que nos diga tudo o que você fez. Por que está assim? Você deve confessar tudo a nós.
- É, você precisa dizer.
- É, você deve dizer.
- É, você tem que dizer.
- Diga, diga. digA, digA!
- Pára tudo! - Dessa vez, era Amélia que dizia. - Ei, Lu.
- Sim?! *Diga, diga*
- Quem é que perdoa pecados?
- Ah, essa é fácil: Jesus!
- Então a quem devo me confessar?
(Houve um silêncio momentâneo)
- Lu, você pode me responder?
- Sim. Devemos nos confessar a Jesus.
- Ah, graças a Deus. Então não preciso dizer nada aqui. (Ela deu uma parada estratégica) Ou vocês vão querer dizer seus pecados, também? Rá. É melhor eu ir antes que me atirem alguma pedra.
(Uns segundos depois ela volta e completa sua fala)
- E tentem entender o amor. Eu estou tentando. Amo vocês.
Fim.

poema

Platônico

19:13

Quis tanto ler
Sobre o que tu pensas
E se pensas
Será que sou eu
Quem danço lá?
Que estou lá?
Quando de cá,
Te esqueces
Se mente
Sem mente
De mente
É sobre o que tu dizes

Quis tanto ouvir
Dos teus sinais
E se virou lei ou lenda
Teu amor, eu sei, é assim
Puro e rubro que em mim
Fez ferida e morada

Quis tanto dizer
Para ver e até ser
O que já nem sei
E falta não faz
Quis durmir onde tu, de lá, te apartou.

amor

Carta de amor

23:25

Olá, tudo bem? Estava pré-disposta a escrever para você e resolvi fazer isso logo que pude. Quero te contar uma coisa, talvez você não perceba pelas minhas atitudes, mas se olhar pro meu coração irá entender. Vou ser direta: Eu estou apaixonada por você. É isso mesmo, você me conquistou. Desculpe se, às vezes, tenho vergonha de dizer isso na frente dos outros, mas é que eles não entendem o nosso amor e me chamam de louca. Só de olhar pra você, consigo sentir que você me ama, mas mais muito mais e eu queria, tanto, poder corresponder a altura.
Quando eu estou triste, você me liga e diz: Linda, eu te amo! Sabe... Isso me deixa tão bem. Ainda mais quando você me toca naquele lugar que eu amo. Eu choro de alegria quando você tá perto. Acho tão romântico. Lembra?! Daquela vez que eu caí, levei um tombo feio e fiquei suja de lama e você me deu a mão e me lavou naquela fonte? Nem ligou se eu estava muito feia, só se preocupou comigo pelo que eu sou pra você: sua menina.
Acabei de me recordar de um dia, antes de durmir, que começamos a conversar. Eu tive tanta vontade de chorar, porque eu achei que tinha errado com você e te magoado. Mas, eu nunca sei, você diz que não foi nada, sorri e me perdoa. Ah, e me abraça com seus braço de amor. Dorme comigo, me abriga no seu aconchego. Você é meu porto seguro, sabia?
Sabe que eu te acho muito inteligente? Na verdade, o mais inteligente do mundo. Você sabe tudo sobre música, poesia, arte, escultura, engenharia... Só não é muito ligado à física, hahaha. Você inventa algumas teorias e que putz... Estão todas certas, só os cientistas que as ignoram. Uma vez você deu tudo o que tinha e apostou no nosso relacionamento. Foi tão lindo e intenso o que você fez por mim que eu decidi te amar para sempre e te ouvir todas as vezes que não souber o que fazer.
Às vezes, você sabe, eu fico em dúvida, pensando se é real tudo o que sentimos um pelo outro, se seria melhor eu proucurar outro. Mas aí você, humilde como é, faz uma coisa que ninguém poderia fazer e me confirma que meu lugar é ao seu lado. Eu sou louca por você. Faço tudo por você.
Obrigada, meu tudo, pela sua atenção, paciência, compreenção, pelo seu perdão, amizade e principalmente: Obrigada pelo seu amor. EU TE AMO, de verdade, Deus.

humor

Criatividade

00:24

- Bom, estamos aqui nessa impreterível reunião para decidirmos, unidos por uma força maior, a palavra que designará a nossa goma de mascar. - Disse o chefe.
- Sim, claro. Deve ser um ótimo nome para que haja compensação, tendo em vista que a força que o maxilar exerce para ocorrer a mastigação é alta.
- Sugestões?
- ...
- ... ...
- .
- Campeão, tráz o chá.
(Algumas horas adentrando a madrugada, depois de alguns vinhos e tequilas)
- Bom, naum zei como nozo xziclete podi si xamar, maz temqui tê tatuage..
- IZO! ZAZUAGE! Reunião encerrada - Disse o chefe

cotidiano

Churrasquinho por R$2

19:02

Não achei a definição para "churrasquinho". Nem na wiki (wikipédia) que surgiu com o substantivo simples e sensato "churrasco". Odiei. Mas tá, né. É a vida, a gente deve estar preparado para não achar definição de uma palavra tão presente no nosso vocábulario: churrasquinho. Se bem que se ela é tão presente, deveria existir a bendita definição. NÃO, EU NÃO ADMITO QUE.. Ok.
O assunto é: por que diabos o churrasquinho custa R$2? Não falo por uma questão chata (lê-se: econômica), mas ressalto a questão do tempo. Tempo é o Deus do mundo (tiop, FIGURAMENT FALAMDO OKS?). Antigamente (como se eu fosse muito velha, mas não sou), o churrasco - no diminutivo - custava, no máximo, R$1 e, sem dúvidas, a vida era bem mais feliz. O cara comia aquela refeição saudável e com um copin de guaraná do povo, ficava feliz para sempre. Essas coisas me fazem lembrar de como nos agradamos facilmente. É sério. Só saber onde e como, aí é fácil agradar.
Mas então... Eu estava voltando das provas do mal com UM REAL (1 real) no bolso do casaco e quando vi tinha um carrinho de pipoca, tipo.. não era UM carrinho de pipoca... Era O carrinho de pipoca. Minto. Era A pipoca. Porque aquela pipoca é muito boa, só o cheiro te faz babar e pedir dinheiro emprestado até pro mendigo para satisfazer o desejo inconsequente de ter A pipoca. Ok. Fui maior feliz pensando "finalmente, não terei que pedir dinheiro emprestado".
- Moça, quanto é a pipoca?
- Tem de 2 e de 1,50.
*Parou o tempo* Nessa hora fiquei pensando em como sou idiota. Eu dei cinquenta centavos a minha amiga a quem estava devendo, mas eu poderia ter pagado amanhã e eu NÃO fiz. Eu perdi a pipoca. Caraca, me frustrei total.
- Ah........ então deixa.
(Os pontos representam a espera por um "faço por 1 real" que não veio)
Fui andando como se não tivesse acontecido nada demais. Eu me ferrei. Vi um carro de churrasquinho do lado do banco do Brasil. POR QUE, MEU DEUS? E a bosta custava R$2 também. Fui puta pra casa. Imaginando como eles devem ficar felizes em receber pessoas que dizem "Ah.. só tenho um real" e rir pensando "Eu tenho muito mais, porque vendi uns 3676 churrasquinhos hoje". Queria que eles comessem toda aquela carne e morressem entupidos.

Tchau.

humor

Ex-Sandy

21:29


Certa vez, ao abrir minha caixa de e-mails, dei uma olhada superficial naquelas noticinhas que ninguém lê do MSN. E me deparo com isso: "Junior, ex-Sandy, forma banda de rock".
Depois de rir bastante, eu fiquei pensando: "Cara, o que seria ser um 'ex-Sandy'?". Faz-se curso para isso? Não, porque ser ex parceiro de dupla é MUITO diferente do que ser ex-Sandy. Ser ex-Sandy é uma filosofia de vida, reúne um conjunto de princípios que se resumem em ter sido um/a Sandy um dia! E eu, desde pequena, quis ser uma Sandy. Cantar bem, ser bonita, legal, rica, ter um namorado bonito, legal e rico e ganhar dinheiro com uma coisa muito mais legal: música. E, sinceramente, fiquei com uma puta inveja desse cara, o Junior. Mesmo que ele não seja mais um Sandy, ser um ex-Sandy é uma coisa incrível. E muito difícil, né.
Tá, depois de ficar tentando imaginar como ele chegou a esse status de ex-Sandy e como os jornalistas descobriram essa poreza e divulgaram assim, sem mais nem menos. Fiquei triste em saber que, como ninguêm lê essas notícias, ninguém saberá que um dia alguém foi um ex-Sandy. Mas me senti na responsabilidade de repassar a informação e estou aqui para dizer o que houve e que se aconteceu com ele, pode acontecer com você e comigo. Nunca desista de ser um Sandy e principalmente um EX-SANDY! Junior te admiro.

(Po! E logo depois vem "Nasa diz que solo de Marte pode ser fértil". PALHAÇADA!)

poema

Marilua.

15:21

Mar aberto
Bravo, sadio
Hidroponia

A Lua se enche
Ele também

Dois navegantes
Velas rasgadas, barcos furados
Mas, permanentemente
Inconsumíveis

Ele ama seu toque
Ela o vê dançar
Quando brilha
É dia de amor

amor

Quer amar, afinal?

13:42

Deixa assim
Toma o teu e sorria
A vontade de ser
Qualquer um que não possa existir

Toma o beijo e morria
De dor
De amor
De horror

Teu medo de amar
É o medo de consumir
A paz
Demais.

nota

Beijo

13:25

Nem tão agressivo, nem tão doce. Nem tão rápido, nem tão devagar. Delicado. Surpreendente.
- Obrigada pelos teus beijos.

vida

Patologia mental

13:02

"A esquizofrenia é uma doença mental grave que se carateriza classicamente por uma colecção de sintomas, entre os quais avultam alterações do pensamento, alucinações (sobretudo auditivas), delírios e embotamento emocional com perda de contacto com a realidade, podendo causar um disfuncionamento social crónico. [...]

A sua prevalência atinge 1% da população mundial, manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos [...]

Os sintomas da esquizofrenia não são os mesmos de indivíduo para indivíduo, podendo aparecer de forma insidiosa e gradual ou, pelo contrário, manifestar-se de forma explosiva e instantânea. Estes podem ser divididos em duas grandes categorias: sintomas positivos e negativos. [...]

Actualmente, segundo o DSM IV, existem cinco tipos:
  • Paranóide, é a forma que mais facilmente é identificada com a doença, predominando os sintomas positivos. O quadro clínico é dominado por um delírio paranóide relativamente bem organizado. Os doentes com esquizofrenia paranóide são desconfiados, reservados, podendo ter comportamentos agressivos.
  • Desorganizado, em que os sintomas afectivos e as alterações do pensamento são predominantes. As ideias delirantes, embora presentes, não são organizadas. Nalguns doentes pode ocorrer uma irritabilidade marcada associada a comportamentos agressivos. Existe um contacto muito pobre com a realidade.
  • Catatónico, é caracterizada pelo predomínio de sintomas motores e por alterações da actividade, que podem ir desde um estado de cansaço e acinético até à excitação.
  • Indiferenciado, apresenta habitualmente um desenvolvimento insidioso com um isolamento social marcado e uma diminuição no desempenho laboral e intelectual. Observa-se nestes doentes uma certa apatia e indiferença relativamente ao mundo exterior.
  • Residual, nesta forma existe um predomínio de sintomas negativos, os doentes apresentam um isolamento social marcado por um embotamento afetivo e uma pobreza ao nível do conteúdo do pensamento. [...]

Os antipsicóticos são eficazes no alívio dos sintomas da esquizofrenia em 70% dos casos."

Fonte: Wikipédia.org

"Transtorno Afetivo Bipolar: Existem indicativos de fatores genéticos, e o estresse é o principal desencadeante, podendo ocorrer em qualquer faixa etária, mas a média de aparecimento é por volta dos trinta anos. As pessoas alternam ciclos mais ou menos graves de depressão e humor exaltado (mania ou hipomania). Podem existir ou não características psicóticas, dependendo da intensidade do distúrbio, tratamento e evolução."

Somatização, esquizofrenia, transtorno bipolar? Até a psicanálise vem me atormentar. Sou normal. uhsauashuhsa :)

nota

Ciclo. Ciclo? [Nota]

23:12

Você nasce, "ótimo".
Sete anos depois, você viveu sua infância sem saber o que é INSS, nem CPI.
Mais sete anos, já descobriu que é um alguém ruim.
Mais sete, você finge que ignora seu lado 'mal' pra tentar viver bem de acordo com o sistema.
Mais uns dez anos e você se vê um chato sem ter tentado ser legal com alguém. Um vazio por ser egoísta o suficiente para não perceber.

Bom, eu não quero isso para mim. Papai do céu me fez para ser feliz e gostar das pessoas da maneira que elas são.

propaganda

Vende-se emoções

20:01



Hoje o meu alvo são as propagandas de celular. No geral, abrangem sempre a mesma forma de falar, as mensagens passadas e até o tom de voz. O apelo emocional utilizado pode ser visto nitidamente com o mínimo de senso crítico que houver. Esta que está acima, por exemplo, é uma propagamda da TIM que exibe as emoções sentidas pelas pessoas ao receberem torpedos SMS. Não somente a alegria, mas os anseios e medos, também. Trata-se da passagem da vida com toques ("cara a cara"), para uma vida exclusivamente tecnológica em que as emoções são vendidas por apenas R$0,19 (Até que está barato, não?!). A propaganda vende algo muito mais do que o produto é capaz de oferecer. Um celular comum é utilizado para fazer ligações, organizar a agenda e mais uns "aperitivos" desnecessários, mas que são super divertidos.
É claro que ao recebermos mensagens pelo celular que nos agradam, teremos reações diversas e, logo, sentiremos emoções. Isso não quer dizer que sem o celular, não sentiremos emoções como essa descrita. Pelo contrário, poderão ser muito mais intensas.



Outro recurso utilizado são as datas comerciais, aliás esta jogada de marketing é comum ser utilizada, pois esses são os períodos em que as vendas se elevam e cada empresa luta para saber quem convence mais.
Esta, em questão, é da Claro qsobre o dia do pais. Poderia ser feita em volta de um casal que espera um filho. Ou, inclusive, uma família completa junta comemorando o dia. Mas não. Utilizaram-se da presença infantil (doce e ingênua) numa demonstração de saudade relacionando o consumo do celular com a proximidade entre pais e filhos. Sabe-se que a comunicação é indispensável para a construção de um relacionamento saudável e com amor. Mas isso não aborda o consumo de celular algum.
Ao utilizar uma criança, a propaganda visa convencer não somente as mães que devem comprar para seus maridos. Mas, também, as crianças visto que é muito mais fácil persuadir uma criança que ainda está conhecendo o mundo do que alguém que já tem sua opnião formada. E esta criança, em muitos casos, pode ser "a menina dos olhos".
As crianças são a chave para o despertar do consumo de algum produto necessário ou não. Assim é visto não só com os celulares, mas com brinquedos, roupas e fast-foods. A imagem a seguir descreve que em "seu Claro" é possível fazer o download de jogos e hits em uma espécie de video game do celular. Uma criança ao ver isso, iria se deliciar e querer imediatamente. Tanto pela curiosidade, quanto pelo interesse por desenhos animados, jogos e tecnologia. Quanto mais moderno, melhor. Além do celular, é vendida, também, a diversão. Não estou subestimando nenhuma criança, apenas apresentando a visão que as propagandas têm ao se utilizar delas para vender seu produto.

Para finalizar e completar o que eu já disse, selecionei uma propaganda da operadora Vivo (ao lado direito) em que ao dar mais opções de planos de franquia para o cliente, diz haver mais liberdade fazendo uso da frase "Mais livre, mais vivo". As promoções mostram vantagens que aparentemente se encerram no período de um ano. Mas nada se compara a sensação de liberdade, de poder escolher, mesmo que possam ser duas opções péssimas ou fora do que a renda da família poderá cobrir. Mas, repetindo, nada se compara a sensação de liberdade. Já que é algo que o mundo busca. Liberade para tudo o que nos agrada. E isso inclui falar no celular. Resumindo, antes de comprar um celular, veja como anda sua vida emocional, só para não ter nenhuma surpresa (ironia on).

O uso do marketing é incrível e mais legal ainda é como isto pode influenciar os comportamentos de uma nação inteira diante da sociedade. Agora termino com uma pequena ironia: Apesar de usar bastante o aparelho, eu tenho medo de celulares. Se essa teoria do Big Bang é possível (não creio), ao ver um pedaço pequeno de tecnologia carregando milhares de informações, posso temer uma explosão?



Agradecimentos aos meus profesores de sociologia Marcílio, que antes de sair me falou um pouco sobre o assunto, e Vanderléia que está agora ensinando a turma.

propaganda

Sex Appeal

23:25

Uma coisa que sempre fez parte do meu conjunto de interesses foram as propagandas de televisão. Não que eu fosse uma "expert" nessa área, mas sempre me instigaram a intrepretar as diversas facetas delas. E uma famosa propaganda que esteve em meus pensamentos para uma análise não feita (até então), é a propaganda do novo desodorante Axe Vice, que faz um apelo sexual com a finalidade de venda (claro). Eu fiquei horrorizada quando vi, dramatizando um pouco.
É admitivel que usar um slogan deste atrai os homens, que formam o público alvo da propaganda. Consiste em uma moça descente que se revela em ousadia após sentir a fragrância do desodorante e pratica o que o rapaz quiser, sendo finalizada com uma frase "espetacular": "Deixa ousada até a mais santinha".
Não me agradou, por dois motivos: a ridicularização da mulher e do homem. Trata-se do resumo das relações amorosas entre casais em algo que tornou-se banal, sexo. E eu, como uma defensora do amor agapé, fileo e eros, não pude deixar de expor meu protesto.
Além de mostrar o homem como único percursor do caminho sexual, nota-se que esse é o principal e único interesse maculino no universo feminino. Levando-o a tomar medidas que mudam pequenas coisas de sua vida para alcançar seu objetivo, mesmo sabendo que a moça não estará "sóbria".
É visível também a interpretação da mulher como um alguém facilmente manipulado, como se a atitude masculina fosse a chave para o despertar da ousadia na mulher. Uma moça que se preze, ao assistir essa propaganda, jamais compraria este desodorante para seu pai, amigo ou irmão. Mesmo que eles, comprem para suas devidas companheiras.
Para esclarecer, digo que sei de uma realidade que eu encaro: homens cada vez mais interesseiros e mulheres cada vez mais absorvidas pela sensualidade. Isso não significa que eu sairei por aí pregando essas idéias e aceitando isso muito bem. Não aprovaria uma propaganda destas e muito menos a deixaria passar despercebida.
Nós, homens e mulheres, somos muito mais que isto. Ou muito menos, mas estou certa de que não podemos ser resumidos a algo tão desprezível assim. Um rapaz que adora praticar sexo pode ser muito mais interessante do que aquele que não faz questão e vice-versa. Sendo assim, a personalidade de alguém não pode ser moldável somente pelas necessidades físicas, mas também, pelas psicológicas. Chegando, então, onde eu quero chegar. Existem padrões que são representados por programas de televisão, série e propagandas. Você pode ser a regra e eu a exceção, porém não suporto saber que milhões assistem esse tipo de violência e aceitam serem subestimados por um produto que nem ao menos visa o caráter que um dia pôde ser construído por uma história recheada de assuntos interessantes.
Que fique claro que não estou dizendo que quem faz ou não sexo é pior ou melhor. Só deixo meu protesto dizendo que não posso ser reduzida a isso. Não somos pessoas muito boas, só buscamos ser, outros nem se importam com o que são. Assistir à propagandas que nos agradam é ótimo, claro. Mas é péssimo ver aquelas que nos denigrem.
E o pior de tudo foi encontrar blogs e sites que abordam a propaganda definindo "modelos" para mulheres. As santas, as chatas, as ousadas. E até achei definição para as que impedem a ousadia. São os famosos "tipos" que são fortemente desprezados por mim.
Entendo que os homens devem proucurar agradar e satisfazer suas esposas, assim como as esposas devem entender os anseios psicológicos e físicos de seus amados. Mas não se limitem.

Desabafando: Apelo sexual me deixa nauseada.
Desabafando 2: O site que conta a história de Dani tem uma escrita agradável se assimilando a uma história leve. Mas que agrada somente a homens "sexomaníacos". hahaha

Outro link para o mesmo site é este: Axevice.com.br

vida

O que você aprendeu desde ontem?

13:49

Estava cumprindo minha função neste mundo sentada frente a esse computador não muito inteiro e fui supreendida pelo inesperado "trim" duplo que parte do aparelho telefônico. Ok. Não achei nada surpreendente nisso. O que iria se proceder, talvez me incomodaria em algo que eu devesse aprensinar (invenção momentânea).
Assim que disse meu "Alô" amigável, sem esperar que fosse alguém suficientemente legal, recebei como resposta um "Oi" muito desconfortado entre os fios do telefone. E num tom de tristeza.
- Que houve?
- Ressaca.
"Putz". Já estava imaginando o saco que seria. Não que eu não goste de ouvir as pessoas, mas ninguem deve ligar para ninguém por sentir uma dor-de-cabeça pós-encher-a-cara. Porém, para meu engano, não foi somente por isso a ligação. Foi desabafo de uma noite cheia de surpresas que havia passado. Creio que essa exposição de sentimento não, obviamente, haveria de ser apenar por ontem. Mas por um conjunto de "ontem". Algo que realmente incomodava, mas que permanecia inerte.
Tenho uma mania de querer melhorar o estado emocional das pessoas ou pelo menos tentar ajudá-las na escolha de que caminho seguir. E, por ser alguém que é de grande afeto e faz parte de mim, esforcei-me para dizer algo que pudesse ajudar. Como era esperado, as palavras começaram a surgir, mesmo que eu pudesse não estar cem por cento atenta. E me peguei dizendo:
- Quero que você pare para pensar na sua vida. Se você tem saido do lugar, tomado alguns passos. Não adianta nada viver para agradar os outros, se o que você faz não te agrada.
Aproveitei para esclarecer algumas atitudes minhas tão radicais e inesperadas, mas todas justificáveis. Achei maravilhoso pensar que eu pudesse dizer essas coisas. E, sabe, surgiu uma vontade imensa de continuar fazendo-as.
Eu nunca sei se ajudei, mesmo. Pelo menos, não na hora, claro. E sinto que o que eu quero há bastante tempo pode vir a tornar-se real. Apenas, pelas palavras. E não resisti em dizer:
- Palavras e carinhos se vão. Mas o amor de Deus fica.
É bom que saia dos nossas lábios coisas que praticamos. Não que seja o que sempre aconteça, mas é preferível. Eu gosto e prefiro aprender sempre. Esse ano está sendo ótimo, porque estou crescendo em áreas que eu não enxergava de maneira nenhuma e mudando pontos que eram intocáveis.
Sempre fiz sacrifícios, mas entendo melhor isso agora. Não é o "por que" deles, mas "para que". Para ser feliz, para encontrar uma paz e ter harmonia com o mundo e com Deus. É isso. Somente. Pessoas, amigos, família, mundo, consumo, músicas. Vivemos em uma busca constante, é a essência da vida. Porém, não significa que nunca encontremos. Acredito que chegamos a um ponto que sabemos onde encontrar a nossa paz e vivemos para permanecer neste ponto. Você faz tudo isso, mas realmente sabe o que significa?

amor

Memórias de Antonio Olinto

21:35

Antonio Olinto tinha dois olhos, duas culpas. Olinto queria ser como os outros e saber que seus olhos eram suas janelas e tornar isso bom. Porém pela janela, ele sabia, vemos o que está dentro também. E Antonio Olinto não era um poço de doçura. Mesmo que essa seja a tendencia dos bons puritanos do mundo. Portanto, duas culpas. Uma por ter o que tinha dentro, outra por não fazer nada para melhorar o que tinha fora. É estranho escrever assim, pois parece que as personagens só se 'tocam' das coisas depois de um 'longo e tenebroso' tempo. Mas o legal disso é que cada um inventa a cronologia, quando no texto não é tão específico. Então, decidiu, por conta própria tornar das suas labutas dramáticas - tão pequenas, mas vistas por uma lupa - um universo de bons pensamentos e frutos saborosos. Criou diversas ilhas, com diferentes culturas e povos - e, portanto, diferentes comidas -, sem se esquecer do barco irrepreensível nomeado de Karl. E lá foram Karl e Olinto, viajantes das marés que fotografavam a Lua com os olhos. Revelavam as fotos para seus visinhos imaginários, numa mesa pequena e com cadeiras de barro, munidos de um violão inventado pelas madeiras das gigantes palmeiras de Grace Island. Muito charuto de Cubonópolis e um cheiro de amor, surpreendente, no ar.
Ele soube reinventar todo seu mundo. Desde o gosto das frutas, nomes até como se toca um instrumento e os gases que compõem o ar atmoférico. Virou dono de si e da sua visão. Domou seus olhos.
Diversas vezes, Karl perguntava a Olinto coisas da vida, o pequeno desconhecido era um mero aprendiz nesse mundo novo. E, então, o grande aventureiro fingia ser um pirata que já passara por tudo nesta vida. Contava sobre seus amores que nem existiram. Poemas não escritos e lugares nunca vistos. Mas sabia que em tudo poderia se aprender algo.
Certa vez, quando Karl já estava tirando a rede da água para descansar, viu Olinto chorando. Karl não aguentou de tanta fúria e pensou: Como pode essa ingratidão? Eu o fiz ser o mestre do mundo. O mais inteligente!
Ao se aproximar dele, Karl o olhou com o coração partido, mas ainda assim enfurecido e nem precisou perguntar para que ele começasse a falar:
- Tenho medo de acordar e ver aquelas duas janelas me atormentando de novo.
Fez-se um silêncio absoluto até que o céu começou a falar com pequenas e discretas gotas que desciam falando palavras de amor. Assim, Karl preferiu não dizer a verdade, pois viu que a chuva o fez bem.
Então ficava tudo certo. Se algum se entristecesse, a chuva via e vinha para dizer o que queriam ouvir. Magnifico céu, magnífica chuva! Era esse o pensamento de todos os povos das ilhas Hidden (era o nome do arquipélago que Olinto criou).
Eu até queria dizer que aconteceu algo horrível e ele caiu desse mundo; Que acordou um dia e estava num quarto com duas janelas. Mas isso não aconteceu! Olinto transformou aquela sala, num outro mundo, até pintou as paredes. É, ele mudou a própria vida num simples ato: virou-se para o outro lado da sala.
Quando Olinto entrava em um romance intenso e profundo, só conseguia amar se ela pudesse ver quão bela eram as Orquipefúdias brancas (flores que ele inventou). E ocorreu que foi pego de surpresa por uma bela mulher, Louise Foley, vinda do oeste com a pele lisa como dos Serquepos (fruto macio típico da tribo Mastepoan). Essa linda moça, pôde entrar em seu barco - o Karl -, pois quando Olinto a perguntou como se chamava, ela respondeu de uma maneira melhor do que a esperada, dizendo: - Tenho o nome, não da rosa, mas de quem a plantou.
Que mulher diria isso a ele se não fosse aquela sonhada para usar uma coroa de flores exóticas? Ela visitou seus arquipélagos e o mostrou seus amigos do mar. Eram dois mundos diferentes, mas que se completavam de tal maneira que era possível ouvir o som do amor. Além do cheiro, o som!
Quando se juntaram de maneira permanente, houve grande festa. Leões-marinho-cor-de-rosa pulavam pelas lagoas dos peixes Amiguidos. Persevejos fosforescentes voavam em volta deles. Quando a beijou, sentiu-se capaz de sentir o amor. Sentir o amor!
Era incrível tudo o que acontecera na vida de Olinto. Uma verdadeira história de amor consigo e com o mundo. Ele se emocionou ao contar a todos, na festa, sobre sua vida. Era bom que soubessem de onde ele veio e onde ele está agora.
O tempo passava como se o bem não acabasse. Era tudo bom! O que era ruim, imediatamente, era pintado por Caramáçu (um fruto que tinha uma tinta esverdeada dentro) e tornava-se novo!
Reinaram até que decidiram durmir com as estrelas e deixaram seus pequenos iulties (filhos) em seus lugares. Mas antes de irem completamente, ensinaram-lhes tudo o que era preciso. Tiveram certeza de que o amor seria repassado. E enquanto estava indo ao encontro com as estrelas, viu o amor! Estava na plenitude: cheirou, ouviu, sentiu e viu a perfeição intocável que é o amor. Sentiu que estava criando asas. E viveu para sempre.

nota

B.

00:11

Eu não sei o que você está pensando
E queria, mesmo, saber
Mas não importa o que seja
Não mudará o que eu penso
Não sei onde você acha que errou
Mas não mudará o que eu aprendi
E ouvi.

nota

Desabafo 3

21:58

Para ser sincera, não queria estar exigindo nada. Queria só não lembrar tanto das pessoas. E, talvez, ser insensível nas horas certas. Porque a minha insensibilidade só surge nos momentos em que ela é menos importante. E quando eu mais preciso dela, torno-me uma criancinha. Não quero fazer da minha vida um filme, até porque... Não são os filmes quem tentam imitar a vida? Só não suporto andar sem saber para onde estou indo. Nunca gostei e já fui muito babaca por negligenciar isso. Destesto muito saber que eu me apego demais a quem me faz sorrir, não que seja uma coisa anormal.. Claro que não. Mas sempre há um desequilíbrio na balança.

Não tem problema. Eu acordo num segundo para me convencer de que esta dor é inútil, inventada e não precisa existir. Há muita vida para sorrir.

Deus

Morte?

23:04

Ela decidiu ficar parada e tentar falar qualquer coisa com Deus. Tinha sido privilegiada em saber que possuía alguns minutos para decidir para onde iria sua alma antes de, por completo, falecer. E achou tão sobrenatural aquilo que esqueceu a dor. Era algo tão físico que, simplesmente, negligenciou; Estava feliz por saber que iria encontrar o Rei dos reis.
Nada mais importava agora. Era como quando se arrumava para ver seu noivo. Nada mais importa que fazê-lo feliz e impressioná-lo cada dia. Tomou todo e qualquer tipo de tristeza, dor, angustias e reclamações e deu descarga. Jogou fora, mesmo.
Essa situação era bem diferente de querer morrer, ela só sabia que estava indo e, então, se preparou para isto.
- Que loucura - pensou - Tem uns anjos dançando em volta de mim e de vocês.

"Tragédia", "Jovem morre atropelada por ônibus". Qualquer coisa que se fosse dita não descreveria o que realmente ocorreu, o que ela sentiu de verdade. Pode ser difícil imaginar que ela esqueceu da dor. Quem sabe, facilite se você comprar a dor de qualquer coisa com a grandiosidade de Deus... Talvez, eu nem saiba o que houve. E você, muito menos. Algo pode-se afirmar: a morte é uma coisa tão abominável para uma sociedade que se diz cristã.
Creio que é porque não acreditamos em nós mesmos, mesmo (Haha). Nem na humanidade e nem em nossos irmãos. Então, proponho um pequeno desafio... Imagine a pior pessoa do mundo. Imaginou? Pois é, Deus acredita nesta pessoa e a ama.

:) Beijinhos.

rotina

O melhor dia da minha vida.

14:54

Essa semana, o meu professor de Redação (E amigo, também), pediu para que fizéssemos uma redação sobre o melhor dia de nossa vida e, claro, ele deu exemplo sobre a vida dele: o casamento dele, a formatura e essas coisas que são normais de ocorrer, mas quando chega é eterno.
Até aí sem problemas, o que acontece é que quando eu fui mentalizar atecipadamente meu melhor dia para já estar preparada quando fosse escrever, eu simplesmente não visualizei nada e fiquei MUITO frustrada por isso (Não só eu como alguns companheiros).
A idéia "martelou" o meu cérebro e até no inconsciente foi, estava proucurando desesperadamente o melhor dia da minha vida. Eu não precisaria lembrar a data, até porque, muitas vezes, esqueço aniverssários e datas importantes. Mas gostaria muito de ter me recordado de um momento único e maravilhoso o suficiente para ser o melhor.
Foi quando surgiu uma idéia incrível: Para me consolar e também pensar no assunto vou escrever um texto no meu blog dizendo que essa coisa de "melhor dia da minha vida" é para fracos. Não pare de ler, preste atenção. Tenho boas explicações.
É claro que, se a pessoa segue uma vida no molde que todos conhecemos ela passará pela infâcia e os melhores brinquedos, pela adolescencia e as melhores paixões, pela juventude (o carro e a formatura), pelo casamento e tantos outros dias maravilhosos que, certamente, se fosse feita uma pesquisa creio que muitos diriam um desses citados.
Porém, para contraiar toda a organização certa das coisas, eu discordo. Não que esses dias não sejam maravilhsos, mas não é estranho que todos tenham o mesmo "melhor dia"? Acontece que, na minha visão e, tomara Deus que eu não esteja sozinha, os melhores dias são acompanhados sempre de sorrisos, mas não signifca que sempre que sorrir terá um dia memorável.
Tenho certeza que você pode se lembrar daquele dia em que você estava doente de não conseguir levantar e quando acordou no outro dia estava incrivelmente bem (Estranho não nos lembrarmos desses dias). Tente lembrar também quando você chorava por qualquer motivo e quando chegou a tardezinha, você olhou pro céu e tinha o pôr-do-Sol mais lindo do mundo. Ou também, quando você tinha se desentendido com sua mãe (marido, esposa, amigo...) e ficou bem alterado, mas minutos depois você a olhou e viu que era a pessoa mais linda do mundo.
Sabe, espero nunca poder me esquecer disso. É sempre bom ler bons livros, estudar, poder ter sucesso na sua vida e criar uma família. Mas não adianta nenhum esforço se não houver no seu pensamento a humildade e fé em si mesmo e no Pai. Crer que todo dia pode ser melhor que o que já foi e que quanto mais crescemos, melhores virão as tardes e então, as noites não serão tão assustadoras assim. Devemos ter sempre conosco a certeza de que o mundo não existiria se não houvesse o bem, nem que seja um restinho dele. E enxergar o lado bom de tudo, por mais clichê que possa parecer. Talvez seja tão certo dizer e repetir isso que, realmente, deve ser hábito ouvirmos.
É gostoso ter pensamentos positivos e isso não quer dizer que não podemos ver o lado ruim do mundo e de nós, é até saudável, para nos conscientizarmos do que não é agradável sentir e não nos tornarmos seres vulneráveis a qualquer molde. Mas não devemos (ou não deveriamos) nos deixar abater tanto por isso, não que seja algo fácil de lidar ou simples de resolver, mas temos uma força poderosa e está bem dentro de nós.
Mas, nós temos uma dificuldade imensa de nos valorizar. De saber que o maior amor vem quando amamos primeiro. Ter a idéia de dar e sem esperar receber. Ter carinho e afeto pelo mundo. Cuidar de si mesmo e se presevar, porque uma coisa leva a outra e não é difícil de perceber.
Se mudarmos a nossa forma de nos amar, mudaremos, sim, a forma de amar as pessoas, o mundo e Deus. Mudaremos a forma como cuidamos do mundo e teremos uma nova visão sobre melhores dias. Por favor, não se assuste e nem venha me dizer que "é facil dizer", pois é fácil fazer, também! Mudar é mais natural do que se imagina - como tive a criatividade de dizer esses dias.
Portanto, não tenha medo se estiver muito escuro, há uma luz interior que vive acesa e a energia está na sua alegria. E, não se frustre (como eu) ao pensar que não houve o melhor dia da sua vida: Torne todos os dias novos, os melhores que puder. Papai abençoe vocês.

Deus

God.

13:17

There's no explanation for all this crazy things that Jesus've sent to me. Sometimes, you just forgot how powerful is the Lord. But He makes you remember, when send anything you want.

abraço

Em sonho

22:54

Foi quando ela disse, esquecendo por um instante de que estava acordada, no meio daquela confusão, com o sorriso mais incrível do mundo:
- Por que você existe? Era para ficar só em sonho.
Então, tudo o que ele pensava que não pudesse existir, materializou-se. Qualquer sentimento que foi escondido por meros sorrisos efusivos que insistiam em surgir nas horas mais inusitadas, também se materializou. Tudo o que todos sabiam e, inclusive, eles próprios, mas perseveravam em não deixar sair, em fingir que não existia agora era mais do que nítido, era real.


[Sabe, um amor poder ter tido sua história, mesmo que só com sentimentos escondidos. E com uma única frase, ele se realiza. Eu creio que sonhos são difíceis de serem alcançados, então quando você se vê no momento de escolha, em que pode aproveitar uma oportunidade incrível, ou melhor, quando você vê o seu sonho a menos de um metro de você, não hesite em lhe dar um abraço, mas prepare-se para o abraço mais incrível que você, um dia, poderia dar/receber]

cansaço

Correria

23:05

Sempre achei que o ser humano fosse uma verdadeira piada, mas nunca tive tanta certeza quando me peguei olhando uma formiga andar por ai durante uns minutos e sem pensar em nada, só deixando meu cristalino focalizar as imagens da pequena vivente em movimento. Mas graça está em como somos tão contraditórios.
Na esperança de sair dessa inércia que me corroía até as cordas vocais, dei um salto e nesse salto arrajei milhões de compromissos. Não que eu não tivesse metade deles, mas num dado momento ficou sobrecarregado e me pareceu que tudo o que eu já vinha fazendo, era demais. Mas se eu analisar bem, eu adoro fazer tudo isso que faço e olha que incrível: fazer o que se gosta é maravilhoso, mas fazer demais cansa. Hahaha (Vai dizer que não deu nem um sorrisinho irônico?).
Não é legal reclamar, porque reforça a idéia de cansaso e cria-se um ar desagradável quando se está fazendo. Determinação é essencial, já que se de alguma maneira o que eu faço tem a ver com o que eu quero fazer daqui um tempo. Bom... Pelo visto aprendi a investir em algo.
Mas o problema é na hora de mudar os hábitos. Nada de durmir após almoço, nada de durmir tarde (a não ser se for para fazer o que se deve), nem faltar compromissos por cansaço. Nas horas vagas: reforçar o que irá fazer depois. E quando vejo, não consigo fazer nada disso. Ai Papai, é muita confusão.
E cortando o assunto, pois sei que poderia extender muito mais (mas a hora tá pegando). O tempo passa rápido quando não quero assumir certas responsabilidades, mas passa tão devagar quando espero a benção chegar. Mas Papai é justo. Papai sabe o que faz.

amor

O melhor cheiro do mundo

15:39

Não demoraria para amanhecer. Tentaram avisar-me que surpresas não dão em boa coisa. Que cena terrível! Estava exausta, terrivelmente exausta. Precisava da minha cama com o meu homem e a nossa paixão. É uma delícia poder se entregar sem covardia e, depois de tanto tempo, onde haveria de existir covardia nisto? Chega a ser gratificante. A viagem tinha sido um porre, mas sem cerveja. Há sete anos venho fazendo a mesma coisa e, pelo menos, há 3 anos tenho reclamado. Que merda de profissão. Ninguém mandou querer virar burguesa para, depois, colocar um filhinho cristão-burguês no mundo. Imaginei-o (o meu homem) lindo e cheiroso, não exatamente me esperando, já que não havia avisado, mas cuidando da cama. E estava mesmo. Não com o cheiro de sempre, exalava um perfume diferente. Nunca tinha reparado que quando estamos no ápice do prazer, exalamos um cheiro delicioso e, definitivamente, inigualável. Eu bem sabia que não havia igual, já que criar e divulgar perfumes me deixava confusa, às vezes, mas naquele momento eu tinha absoluta certeza do que via, ouvia, e sentia. Para dizer a verdade, quis sentar e observar e ainda fazer umas anotações sobre quais fragâncias florais se assemelhavam com aquele maravilhoso cheiro. Que cena terrível! Eu estava ali e como se não me percebessem, a moça dos lábios escarlates, de olhos fechados só se focava em gritar o mais alto que pudesse para acalçar maior prazer (para ele ou para ela?). Não me arrepiei nem senti vontade de gritar, ou de pintar meus lábios com ela. Senti-me em um filme. Não era de terror e nem pornô. Era real, daqueles filmes que se tratam de relações humanas. E o assisti lembrando de minha história - linda, por sinal - com aquele rapaz, plebeu. Alguns movimentos e posições que pensei, ironicamente, que pudessem completar o Kamasutra. Mas até hoje, não sei como consegui permanecer invisível por tanto tempo e inerte, também. Costumava ser muito impulsiva. Talvez o trabalho estivesse me sugando e talvez aquela cena tivesse motivo, ou não. Deitei-me ali mesmo, no chão frio, gelado. Dramático. Encolhida e ouvindo os gritos e sussurros, que delícia se fosse eu a dos lábios rubros. Comecei a pensar que já haviam me avisado, poderia ser esta a razão pela qual não atuei meu papel de mulher estarrecida. É impressionante, como que, no final, a opnião alheia tanto nos afeta. Pensei, também, no tempo. Já eram cinco horas da manhã e eles na busca do orgasmo perfeito que os matasse. Declarando-se em poesia pra qualquer ninguém ou para ela mesma - como eu poderia saber se era alugada ou era dele?. Indagava ao subconsciente ou a qualquer força que fosse capaz de ler-me os pensamentos: Desde quando estavam ali? Fazia alguns meses que não nos mantínhamos na cama por tanto tempo - este, somente o que eu presenciei, quanto mais a outra parte inicial (inimaginável). Comecei a divagar comigo mesma, em pensamento, sobre quando eu voltasse ao normal e saisse desse transe tão raro, como reagiria? Deveria me matar, forjar um acidente? Arranjar uma gravidez, comprar o Kamasutra? Consultar a cartomante, gritar e romper tímpanos? Que cruel era passar por isso. Será que alguém teria passado por isto e ficado inerte como eu, desta maneira? Se há, gostaria de conhecê-lo e marcar a data do casório. Como eu poderia ser irônica diante daquela situação? Que insensibilidade com meu próprio amor! Eu durmi. Fui acordada por passos inaudíveis de 'adeus', com um sorriso invisível desejei 'bom-dia' a ela, me enrrolei em novos lençóis e disse ao meu amor: - Hoje eu descobri o que é amar. Todo amor dura para sempre, porque o sempre, contraditoriamente, não é eterno. Vou te amar mais alguns tempos e depois vou embora com um galã de novela e eu te amo. Eu durmi tranquilamente e imagino que ele tenha tentado arranjar uma explicação, assim como eu quando deitada no chão. Mas tenho certeza, absoluta (porque já vivi as consequencias daquele dia), de que ele me amou mais do que a própria alma naquele instante. Fim.

amor

Oeste

15:21

Eu quero o meu homem.
Para me dizer coisas de amor.
E me fazer sorrir.
Para não me deixar entristecer
Quando eu quiser ser o que quis e o que quererei
Ele me deu asas, mas esqueci como usá-las

Quero meu amor para me libertar
Não chorar a sua ausência
Só sorrir a sua presença
E me abandona
E me larga com a saudade
E me mostra a dor

Quero meu amigo
Ele me namora às escondidas
É tão bom.
Me ensina a amar um amor tão diferente
Me trata como uma beata,
Santa,
Mulher,
Menina.

Quero meu amor para me salvar
Dessa insensivel certeza de que
Vivo sem meu menino
Quero que ele se vá
como vai o inverno,
mas volta quando preciso.

Que me destrua os sonhos,
Que retroceda a infância,
Que me traga o ardor na pele,
Mas não me deixe sem um porquê!

Deus

[Nota] Ai, Deus.

23:32

Eu preciso de um amigo, mas um amigo como eu. Pra me falar de Deus quando eu finjo que esqueço. Não só pra concordar comigo, mas me alertar de uma maneira tão sutil que me convença a sorrir. E também não só por que é conveniente, mas por que se preocupa! O que é que eu pensei? Ah, deus eu preciso tanto de Ti, meu amigo é o Senhor, mas me mande um anjinho aqui na Terra!
É díficil arranjar amigos, mas eu acho alguns por aí, mas eles precisam tanto de mim, que esqueço de pedir socorro na angústia. Eu espero.

liberdade

Liberdade Pessoal (Livre Arbítrio)

13:35

Liberdade pessoal, eu acredito, mesmo, nisso. Afinal, não rola de você exigir liberdade assim sem condições, né? Você se liberta disso porque você detesta, mas se prende naquilo, porque você ama (E depois de um tempo muda). Por isso eu sempre digo que as respostas da vida são tão contraditórias que pequenos e poucos as conhecem. É difcíl eu ter que dizer, ninguém vai entender. Mas eu faço meu papel e vocês os seus.
Diferente de tudo o que se pensou, ou melhor, juntando tantas verdades ditas em alguns anos atrás e no minuto que se prossegue, eu posso dizer (e você também pode) que não existe liberdade generalizada, no sentido em que se relaciona a pessoas.
"Eu quero ser livre", é transitivo e precisa de complemento, entendem? Você larga os estudos, e ama a música. Larga as drogas e se apega à religião, ou vice-versa. Desprende-se da alegria, mas ama sofrer. Que é então este raio de liberdade? Talvez só mais um termo comunista, mas que a oposição costuma usar muito, já que é um assunto que interessa a todos e nos passam tão pouco sobre ela dizendo que liberdade é fazer tudo o que você quer e deseja. Complicado dizer isso com tanta veracidade, até porque o nosso querer é tão inconstante!
Mas analise a liberdade pessoal (pode ler-se como livre arbítrio), que Deus dos deu com tanta alegria: nós temos o poder incontestável, inacabável e absoluto sobre nós mesmos. A nossa liberdade é um absolutismo monarquico para com as outras, percebe a contradição? Você acredita no amor e ama. Acredita no ódio e odeia. Acredita em Deus e em Lúcifer e segue. Acredita em reencarnação e se indaga no que teria sido em outra vida. Você bebe ou não, doa-se, sorri, chora, trai, mente, esconde, atua, mata ou dá vida. Contudo, há sempre um momento que só e exclusivamente você poderá decidir o que fazer. Tem alguns até tentando formar um parlamento, aquela coisa de Revolução Puritana e tal, mas se é absolutismo monarquico, você sendo o rei de si mesmo, decide o que irá fazer, lógico.
Vendo esse negócio que chamam de televisão, Marcelo Nova disse que a consciência foi algo inventado como instrumento de opressão. Bom, talvez tenha sido. Você tem um livre arbítrio, porque diabos há de haver "peso" na consciência? Você faz, mesmo sem certeza completa, afinal... Você morre tantando crescer, mas foi você quem quis fazer. Erou ou acertou? Aprendeu alguma coisa de certo.
Pra finalizar (tô cansada), liberdade pessoal não é tão complicado, mas daria para falar muito sobre ela. Você decide e pronto. Você é tudo o que você já fez e aprendeu, baseando-se nisso você faz suas escolhas, ouve outras pessoas ou não ouve, mas no final quem irá decidir é só você.

Beijos.

Mezzo jornalista, mezzo poeta. Minha vida é um (des)equilíbrio entre Beyoncé, Big Brother Brasil, Damien Rice, Maria Rita, feminismo, Leminski, Alan Moore e George Orwell. Isabella Mariano, 25 anos, Vitória, Espírito Santo.