Desabafo 3

21:58

Para ser sincera, não queria estar exigindo nada. Queria só não lembrar tanto das pessoas. E, talvez, ser insensível nas horas certas. Porque a minha insensibilidade só surge nos momentos em que ela é menos importante. E quando eu mais preciso dela, torno-me uma criancinha. Não quero fazer da minha vida um filme, até porque... Não são os filmes quem tentam imitar a vida? Só não suporto andar sem saber para onde estou indo. Nunca gostei e já fui muito babaca por negligenciar isso. Destesto muito saber que eu me apego demais a quem me faz sorrir, não que seja uma coisa anormal.. Claro que não. Mas sempre há um desequilíbrio na balança.

Não tem problema. Eu acordo num segundo para me convencer de que esta dor é inútil, inventada e não precisa existir. Há muita vida para sorrir.

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Mezzo jornalista, mezzo poeta. Minha vida é um (des)equilíbrio entre Beyoncé, Big Brother Brasil, Damien Rice, Maria Rita, feminismo, Leminski, Alan Moore e George Orwell. Isabella Mariano, 25 anos, Vitória, Espírito Santo.