Boas Relações

00:23

Ando bem ocupada. Ocupo-me com responsabilidades escolares, livros e o ócio, a farra. E quando sobra um tempo disso tudo (tempo e criatividade) eu venho escrever aqui. Porque eu gosto de me expressar aqui, e também porque tem blogs transbordando literatura (santa ignorância).

Ainda hoje eu passei a tarde na residência de uma amiga, e fui com o objetivo de dar continuidade ao planejamento do trabalho (admito que não havia planejamento nenhum :P), e acabou que em plena sexta-feira nenhuma de nós tivemos paciência para ler e discutir Karl Marx (por mais interessante que seja) e sua filosofia (economia, política e bla bla bla). Passamos o dia inteiro (porque fui em casa só para almoçar e logo apareci na casa da Bárbara) fofocando, falando bem e mal, entrando em orkuts, contando segredos e zoando uma a outra (o que não para um segundo se quer!).

Mas sempre (sempre!) rola um "stress", uma rixa, briga, desavença, discussão, irritação (enfim) entre nós, adolescentes complicadas e faladeiras e que, dependendo de alguma coisa(?), nós podemos estar blaster irritadas, ou hiper calminhas. Eu, por exemplo, tive um ataque de nervosismo hoje, Camila também. Laís também. Já ontem, foi Camila. E eu, de choradeira. Mas daí quando eu paro pra pensar, vejo que são essas coisinhas mínimas, irritantes e (extremamente) chatas que nos tornam cada vez mais amigas. Todas as brigas, murmurações, medos, todos os "cala a boca", todos os "gelos", todas as coisas mais irritantes que cada uma têm e que temos que aguentar todo o santo dia... É isso que nos torna unidas. Essa capacidade de perdoar sem mesmo ter que haver o pedido, a capacidade de entender o dia ruim (ou não) da outra. A capacidade de fazer feliz quando uma chora, e dividir a felicidade. O desejo de querer conhecer a outra, e conhecendo tão bem, ter essa intimidade de poder "ser chata" por saber que posso, porque somos amigas (não há outra explicação). E por mais que saibamos que não será eterno (quem sabe?), nós temos a consciência de que será sincero enquanto dure. Que haverá de existir amizade na pior das condições, que por mais que falemos que pode ser que sim, é claro que não haverá um fim por brigas, mas sim pelo tempo e necessidade.

São nesses momentos que eu tenho a absoluta certeza de que... Garoooootas, vocês são especiais!
(E até os homens mais frios, cultos, e sensatos deste mundo tiveram seus amigos preferidos, suas amizades especiais - idependente de como eles encaravam isso, eram amizades)

(ps: Ficamos imaginando-nos adultas, juntas ou não. E me emociona de verdade! :D)

3 comentário(s)

  1. Amizades...
    Bom quando se investe sentimento nas relações e nos outros, nas coisas que se faz, no que produz.

    Chato é quando você conhece alguém que investe nada ou muito pouco. Alguém que sofre por isso e faz os outros sofrerem, pois muitos sentem falta, mas ele não.

    É frio, culto e sensato, mas não consegue investir algumas gotas de sentimento nas relações. Se investiu, deixará de investir. Se não investiu, talvez jamais invista.

    O pior mesmo, é dar-se conta de que se é assim.

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  2. Que coincidência, achei uma pessoa de Vitória na blogosfera! Vou jogar na mega sena e já volto! :D

    Bom fim de semana

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  3. Minha querida,
    amizade é certamente uma das melhores coisas da vida.
    Ter uma pessoa para compartilhar momentos, segredos, até mesmo uma vida inteira, é muito bom!

    grande beijo!

    ps: por acaso tem orkut? =)

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Mezzo jornalista, mezzo poeta. Minha vida é um (des)equilíbrio entre Beyoncé, Big Brother Brasil, Damien Rice, Maria Rita, feminismo, Leminski, Alan Moore e George Orwell. Isabella Mariano, 25 anos, Vitória, Espírito Santo.