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"Amor", foi como me chamaste. Mas queria que chamasses "Alice", nome que tenho e que divido com a cantora que ouvimos, antes, quietos. A também chamada rainha dos raios. Queria que me chamasses de "Alice", mas ainda sorriria se chamasses assim: "Rainha dos Raios". Agradaria-me a referência, o afeto, a ironia. Mas não. Chamaste-me "amor". Sempre que o fazes tenho vontades e uma delas é perguntar, num tom calmo, simples, afetuoso e sereno: quem é que sou para que seja o amor? E, depois, talvez num tom levemente mais raivoso: quem é que és para saber o que ou quem é o amor? E que, pior, saiba-o sendo eu? Por que eu, querido? Ah! É, bom, enfim... Apesar disso, queria que notasses que doi em mim ter que dizer o nosso fim, mas, sei - e resigno-me agora que vejo que me olhas apaixonado - nunca notarás.

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Isabella Mariano

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