Desabafo

14:44

Primeiro eu acordei e quis tocar em tudo o que via e apertar todos os botões. Mais tarde me senti culpada por todos os estragos. Não havia mesmo outro modo de crescer? Saí dizendo que eu já apertei os botões proibidos e que não tinham resultados bons. Que fosse bom no momento, já que é maravilhoso fazer o que você realmente deseja... Passei e passo por momentos de nostalgia. Acho que quando fui contar à todos o que era errado, achei uma máscara na gaveta. Quantos anos eu tenho? Queria que tudo crescesse junto. Não dá pra viver muito em pouco tempo sem confundir o início com o fim. Dá vontade de esquecer tudo o que defendo sem nenhuma razão e não defender mais nada. Estaria me contradizendo (Mas já não havia esquecido seus princípios?). O que é realmente certo e errado eu não sei. Sei que o amor é certo e eu vou buscá-lo, eu quero sentir de verdade e aí eu posso dar adeus à esse mundo e à angústia de entender o amor sem tocá-lo o suficiente. Talvez eu seja mais serva de minha mãe do que de qualquer força maior. Decidir esperar que durma em paz para depois ser feliz. Decidi esperar até que as minhas atitudes não a afetem mais. É muito forte tudo isso, não tem como não ser. Ninguém pode se esforçar para perfeito por muito tempo, porque cansa e nós todos deste mundo sabemos disso. Temos as mesmas vontades, estamos ligados. Fariamos as mesmas coisas se pudessemos, mas cada um coloca uma roupa, pinta o rosto e vai pra guerra. Ou fica em casa tricotando e obedecendo a qualquer pessoa. Não vou esperar de mim nenhuma atitude sã, para que quando a insanidade me tome eu esteja preparada. Somos tão covardes, minto... eu sou tão covarde e quero levá-los comigo para não doer mais. Deixe assim como está, deixe ser como será. Sei que não vou estar errada o suficiente para querer voltar. Estou me libertando.

(Ainda tem mais, outra hora eu lhes conto)

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Mezzo jornalista, mezzo poeta. Minha vida é um (des)equilíbrio entre Beyoncé, Big Brother Brasil, Damien Rice, Maria Rita, feminismo, Leminski, Alan Moore e George Orwell. Isabella Mariano, 25 anos, Vitória, Espírito Santo.